Orientação para Coleta

AMILASE

As amilases são um grupo de hidrolases que fracionam os hidratos de carbono complexos em resíduos de glicose adjacentes. No organismo, a amilase encontra-se presente em diversos órgãos e tecidos. A concentração mais elevada está presente no pâncreas, onde a enzima é sintetizada pelas células acinares e depois segregada para dentro do trato intestinal através do sistema tubular pancreático. As glândulas salivares também segregam uma potente amilase que inicia a hidrólise dos amidos enquanto o alimento ainda se encontra na boca e no esófago. As doenças resultantes da elevação da alfa-amilase no plasma incluem: pancreatite aguda, parotidite, alcoolismo, insuficiência renal e doenças como a hepatite viral, AIDS, febre tifóide, sarcoidose e traumatismo no abdómen superior. Na pancreatite aguda, a amilase aumenta 5 a 6 horas após o início dos sintomas e permanece elevada durante 2 a 5 dias. O aumento na atividade plasmática não reflete a gravidade da doença e reciprocamente, a destruição extensa do pâncreas pode não causar um aumento significativo da concentração plasmática da alfa-amilase pancreática. A alfa-amilase é excretada por filtração glomerular e depois 50% é reabsorvida pelos túbulos. Esta reabsorção é significativamente reduzida em casos de lesões tubulares transitórias, após queimaduras, na presença de cetoacidose diabética e pancreatite aguda bem como proteinúria, resultando num aumento da eliminação da alfa-amilase.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

ALBUMINA

A albumina é a proteína mais abundante no plasma humano, representando 55-65% do total de proteínas. As suas principais funções biológicas são o transporte e o armazenamento de uma vasta variedade de ligados, para manter a pressão oncótica e para atuar como uma fonte de aminoácidos endógenos. A albumina liga e solubiliza compostos não-polares, nomeadamente bilirrubina do plasma e ácidos graxos de cadeia longa, bem como estabelece a ligação de inúmeros fármacos. A hiperalbuminemia é rara e é provocada por grave desidratação e estase venosa excessiva. A hipoalbuminemia pode ser provocada por síntese inadequada, ex.: patologia do fígado ou em dietas com deficiência proteica; catabolismo acrescido decorrente de lesões dos tecidos e inflamação; absorção reduzida de aminoácidos causada por síndromes de absorção deficiente ou má nutrição, perda de proteínas para o exterior, como acontece na síndrome nefrótica, enteropatia ou queimaduras; e distribuição alterada, ex.: em ascites. Os casos graves de hipoalbuminemia resultam numa séria instabilidade da pressão oncótica intravascular que, por sua vez, conduz ao desenvolvimento de edema. As medidas de concentrações de albumina são vitais para a compreensão e interpretação dos níveis de cálcio e magnésio em virtude de estes íons estarem ligados à albumina e, por isso, as reduções dos níveis de albumina são também diretamente responsáveis pela diminuição das respectivas concentrações.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

ÁCIDO ÚRICO

O ácido úrico é o principal produto do catabolismo de purina no ser humano. A maior parte da formação do ácido úrico ocorre no fígado e é eliminado através dos rins, com o pool do ácido úrico do organismo determinado pelo equilíbrio entre a síntese e a eliminação. A hiperuricemia está classificada como primária e secundária, implicando a sobreprodução ou a eliminação reduzida. A hiperuricemia primária é conhecida também como a forma idiopática ou hereditária. Na larga maioria dos casos afetados, a reduzida eliminação tubular de ácido úrico é responsável pela elevação dos níveis de ácido úrico. A hiperuricemia primária está associada à gota, síndrome de Lesch-Nyhan, síndrome de Kelley Seegmiller e a uma maior atividade da sintase de fosforibosil-pirofosfato. A hiperuricemia secundária pode ser causada pela absorção acrescida de purina nutricional, associada ao aumento de excreção de ácido úrico através da urina. A hiperuricemia secundária está associada a inúmeras condições patológicas, incluindo insuficiência renal, doenças mieloproliferativas, doenças hemolíticas, psoríase, policitemia vera, doença de armazenamento de glicogênio tipo I, consumo de álcool excessivo, intoxicação por chumbo, dieta rica em purina, jejum, inanição e quimioterapia. A hipouricemia pode resultar da baixa produção de ácido úrico, tal como ocorre na xantinuria hereditária, deficiência de nucleósido fosforilase de purina hereditária e terapia de alopurinol. A hipouricemia pode ser causada também pelo aumento da excreção de ácido úrico renal, que pode ocorrer em doenças malignas, AIDS, síndrome de Fanconi, diabetes Mellitus, queimaduras graves e síndrome hipereosinofílico. Além de mostrar o resultado ao tratamento com agentes uricosúricos e ingestão de meios de contraste de raios X.

- Instruções de preparo

Jejum obrigatório de 8 horas.

ALFAFETOPROTEÍNA

A síntese de AFP fetal ocorre no fígado, no saco vitelino e no trato gastrointestinal. A AFP produzida pelo feto é secretada no soro fetal, atinge um pico na 13ª semana de gestação e, em seguida, cai gradualmente durante a gestação. Logo depois do nascimento, o nível de APF do recém-nascido atinge o nível adulto normal. Nos adultos, as concentrações de AFP no soro permanecem baixas, exceto durante a gravidez, em doenças benignas do fígado (hepatite, cirrose), carcinoma hepatocelular primário e em certos tumores das células germinativas.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

ÁCIDO FÓLICO

Folatos são uma classe de compostos de vitamina relacionados ao ácido pteroilglutâmico (PGA) que servem como co-fatores na transferência enzimática de unidades simples de carbono em uma variedade de caminhos metabólicos. Os folatos são necessários para a síntese do ácido nucléico e da proteína mitocondrial, metabolismo de aminoácido e outros processos celulares que envolvem as transferências simples de carbono. Os folatos podem servir como doadores ou receptores de carbono. A deficiência de folato pode ser causada por baixo consumo dietético, má absorção devido a doenças gastrintestinais, utilização inadequada devido a deficiências de enzima ou terapia antagonista de folato, drogas como álcool e contraceptivos orais e demanda excessiva de folato como durante a gravidez e desordens de proliferação celular. Desde que as deficiências tanto de vitamina B12 como de folato podem levar à anemia megaloblástica, o tratamento apropriado requer diagnóstico diferencial da deficiência deste modo, tanto os valores de vitamina B12 como de folatos são necessários. Níveis baixos de folato no soro refletem a primeira fase de equilíbrio negativo de folato e precede a depleção tecidual. Valores baixos de folato nos eritrócitos refletem a segunda fase de equilíbrio negativo de folato, e se correlacionam de forma mais próxima com níveis teciduais e anemia megaloblástica.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

ALDOSTERONA

A Aldosterona é um corticóide mineral cuja síntese e liberação são controladas pelo sistema renina-angiotensina. A Aldosterona promove a reabsorção de sódio pelos túbulos distais do rim, resultando no controle do volume de sangue circulante. Uma alta produção e secreção de Aldosterona podem provocar hipertensão. A quantificação de Aldosterona juntamente com a determinação do nível de renina podem ser utilizados para diferenciar o aldosteronismo primário (Aldosterona elevada e renina baixa) do secundário (Aldosterona e renina elevados).

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas. Caso a amostra seja coletada na posição supina, informar ao laboratório.

ANDROSTENEDIONA

A androstenediona é um esteróide que funciona como um dos mais importantes precursores da testosterona e da estrona. O seu interesse clínico resulta do fato de estar frequentemente elevada em casos de crescimento anormal de pêlos (hirsutismo) e de virilização. Ao contrário dos andrógenos supra renais dehidroepiandrosterona (DHEA) e respectivo sulfato (S-DHEA), a androstenediona em circulação tem origem tanto nas glândulas supra renais como nos ovários. Os níveis plasmáticos aumentam constantemente a partir aproximadamente do sétimo ano de vida, começando a

diminuir gradualmente após os trinta anos. A androstenediona apresenta uma variação diurna, tendo o nível mais elevado de manhã, bem como uma variação clínica durante o período menstrual, apresentando níveis mais elevados perto do meio do ciclo. Durante a gravidez observa-se um aumento nos níveis plasmáticos.

- Instruções de preparo

Jejum não necessário. Não realizar coleta após exercícios físicos. Anotar a hora em que foi realizado a coleta devido a variação diurna.

ANTI - SS - B (LA)

São anticorpos contra partículas protéicas do RNA que parecem participar como um co-fator para a RNA polimerase. O anti-La geralmente acompanha o anti-Ro. A presença de ambos no LES é geralmente associada a uma doença mais leve do que quando o Ro está presente isoladamente. O SSb/La ocorre em mais da metade dos pacientes com Sj e no LES em 15%. Este raramente é visto em outras doenças do tecido conjuntivo.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

ANTI - SS - A - (RO)

São anticorpos contra o antígeno Ro, que é uma proteína citoplasmática pequena ligada ao RNA, cuja função é desconhecida. Este anticorpo está presente em cerca de 70% dos pacientes com síndrome de Sjogren primária. Já na Sj associada à artrite reumatóide está presente em 40% dos casos. Estes anticorpos também ocorrem em 30% dos pacientes com LES, onde marca as formas de lúpus neonatal, lúpus subagudo cutâneo e na síndrome do anticorpo antifosfolípide. Como o antígeno Ro não é encontrado em tecidos de rato, substrato comumente usado para realização do FAN, leva a resultados FAN negativos, tornando-se positivo apenas quando se utliza células humanas (Hep-2). Isto ocorre numa incidência de l a 2%.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

BILIRRUBINAS TOTAL E FRAÇÕES

De 80 - 85% da bilirrubina produzida diariamente tem origem na hemoglobina libertada pela decomposição de eritrócitos senescentes e o restante de 15 - 20% resultam da ruptura de proteínas que contêm hemoglobina tais como: mioglobina, citocromos, catalases e da medula óssea, em resultado de eritropoiese ineficaz. Diversas doenças afetam uma ou mais etapas envolvidas na produção, absorção, armazenamento, metabolismo e excreção de bilirrubina. Dependendo da desordem, as bilirrubinas não conjugadas ou conjugadas, ou ambas, contribuem em grande parte para a hiperbilirubinemia resultante. A doenças com hiperbilirubinemia podem ser classificadas da seguinte forma: - icterícia pré-hepática: anemias hemolíticas corpusculares como, talassemia e anemia falciforme; anemia hemolítica extracorpuscular como reação a transfusão de sangue devido a incompatibilidade de ABO e Rh; icterícia neonatal e doença hemolítica do recém-nascido. - Icterícia hepática: hepatite aguda e viral crônica, cirrose do fígado e carcinoma hepatocelular. - Icterícia pós-hepática: colestase extra-hepática e rejeição do transplante do fígado. A diferenciação entre hiperbilirubinemias congênitas crônicas e os tipos adquiridos de bilirrubinemia é conseguida através da medição de frações de bilirrubina e a detecção de atividades de enzimas do fígado normais. Atendendo a que a icterícia pré-hepática está associada, sobretudo a um aumento na bilirrubina não conjugada, a avaliação da bilirrubina direta revela-se útil na determinação da icterícia hepática e pós-hepática.

- Instruções de preparo

Bilirrubina: Jejum aconselhável de 4 horas. O soro deve ser protegido da luz. Devem ser suspensos medicamentos (á critério médico) a base de anfotericina b, levodopa, nitrofurantoína e piroxicam.

ASLO  (ANTIESTREPTOLISINA)

Teste útil no diagnóstico das doenças causadas por estreptococos dos grupos A e B: escarlatina, erisipela, eritema marginado, faringite e amigdalite estreptocócica, febre reumática, S. de Bouillaud, artrite idiopática juvenil, coréia de Sydenham e glomerulonefrite.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas. Informar se o paciente faz uso de algum tipo de medicamento e se há um tipo de patologia tireoidiana.

COMPLEMENTO C3

O sistema do complemento é parte integrante da defesa imunitária antígeno-inespecífica e pode ser ativado por duas vias reacionais: a via clássica, desencadeada, sobretudo por imunocomplexos ligados às células, e pela via alternativa, ativada, sobretudo por corpos estranhos, tais como os micro-organismos. A componente complementar C3 é uma proteína-chave de ambas as vias de reação. A ativação do complemento é acompanhada de um consumo das componentes C3 e C4, de modo que a diminuição das suas concentrações permite tirar conclusões de natureza diagnóstica. Concentrações séricas diminuídas de C3 observam-se, sobretudo no lupo eritematoso sistêmico ativo (LES), em formas de glomerulonefrite membrano-proliferativa e em afecções devidas aos imunocomplexos(doença sérica). No LES, a concentração sérica dos fatores do complemento reflete a atividade da doença. Diminuições de C3. As duas componentes do complemento reagem como proteínas da fase aguda, podendo por isso apresentar concentrações aumentadas nas doenças inflamatórias.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

COMPLEMENTO C4

O sistema do complemento é parte integrante da defesa imunitária antígeno-inespecífica e pode ser ativado por duas vias reacionais: a via clássica, desencadeada, sobretudo por imunocomplexos ligados às células, e pela via alternativa, ativada, sobretudo por corpos estranhos, tais como os micro-organismos. A componente complementar C4 é exclusiva da via clássica. A ativação do complemento é acompanhada de um consumo das componentes C3 e C4, de modo que a diminuição das suas concentrações permite tirar conclusões de natureza diagnóstica. Uma diminuição isolada de C4 pode manifestar-se no edema angioneurótico hereditárioe em crioglobulinemias, lupo eritematoso sistêmico ativo (LES), glomerulonefrite. As duas componentes do complemento reagem como proteínas da fase aguda, podendo por isso apresentar concentrações aumentadas nas doenças inflamatórias. A literatura da especialidade descreve casos de défice hereditário de ambos os fatores do complemento.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

CA 125

O CA 125 é um marcador tumoral útil para avaliação da terapia e monitoramento do status da doença em pacientes sob tratamento de câncer de ovário. No pósoperatório, o nível de CA 125 se correlaciona com o tamanho do tumor e é um indicador prognóstico do resultado clínico. Existem relatos de que pacientes com níveis acima de 35,0 U/mL apresentam maior risco de recorrência clínica. Os níveis de CA 125 medidos em série correspondem a progressão ou regressão da doença. A taxa de alteração do CA 125 é também altamente prognóstica. A rápida diminuição no nível do CA 125 indica resposta positiva ao tratamento. Níveis elevados de CA 125 após o terceiro ciclo de quimioterapia primária são preditivos de um resultado insatisfatório. Como ferramenta de diagnóstico, o nível de CA 125 sozinho não é suficiente para determinar a presença ou a extensão da doença. Os níveis pré-operatórios de CA 125 em pacientes com massas pélvicas malignas não oferecem informações relativas ao grau histológico ou ao diâmetro da massa tumoral. Porém, em mulheres na pós-menopausa, o nível de CA 125 combinado à ultra-sonografia pode permitir a distinção entre massas pélvicas benignas e malignas. Pacientes com determinadas condições benignas, tais como cirrose hepática, pancreatite aguda, endometriose, doença inflamatória pélvica, menstruação e primeiro trimestre de gravidez, apresentaram níveis elevados de CA 125.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

ANTI - SCL – 70

Anticorpo que reconhece a porção carbóxi-terminal da DNAtopoisomerase I. Está presente em percentual que varia de 22 a 40 % dos pacientes com esclerodermia com tendência a generalizar ou com acometimento sistêmico, em especial comprometimento pulmonar com fibrose e cardíaco, além de pontos hemorrágicos de extremidades. Marca a doença de longa evolução. Pode ser encontrado no lúpus eritematoso sistêmico e mais raramente na dermatomiosite e artrite reumatóide. Pode ser representado por FAN nuclear e nucleolar de padrões mistos.

ESCARRO

- Instruções de preparo

A coleta de escarro deve ser realizada preferencialmente de manhã ao se levantar, antes da higiene oral e do desjejum. Lavar várias vezes a boca com água pura, gargarejando e bochechando abundantemente. Fazer várias inspirações profundas e tossir várias vezes procurando obter o material do fundo do peito. Recolher este material no frasco estéril de boca larga com tampa de rosca, fechando-o logo após a coleta. É muito importante que o escarro não seja confundido com saliva ou com material do nariz.

SECREÇÃO URETRAL

- Instruções de preparo

Coletar secreção uretral com swab específico, enviar em swab sem meio de transporte ou confeccionar lâmina.

SECREÇÃO VAGINAL

- Instruções de preparo

Coleta Secreção Vaginal: A paciente não deve realizar a higiene genital pelo menos duas horas antes da coleta do material. Realizar a coleta preferencialmente com alça de descartável e colocar o material em lâmina.

URINA

- Instruções de preparo

Coleta Urina 1º Jato: Recomendado quando há suspeita de uretrite. Colher em frasco estéril, sem desprezar primeiro jato. Informar no cadastro o tipo de urina.

Coleta Urina Jato Médio: Recomendado quando há suspeita de cistite. Colher em frasco estéril, desprezando o primeiro jato. Informar no cadastro o tipo de urina.

Homens: lavar o pênis, com água e sabonete, distendendo todo o prepúcio e secar com toalha limpa.

Mulheres: lavar a região genital e anal, com água e sabonete, de frente para trás, enxaguar com bastante água e secar com toalha limpa, de frente para trás, sem fazer movimentos de trás para frente. A presença de sangue menstrual pode interferir no resultado do exame. Colher, preferencialmente, a primeira urina da manhã ou com intervalo mínimo de 04 horas após a última micção. Desprezar o primeiro jato de urina (porção inicial da urina) no vaso sanitário e, sem interromper a micção, coletar o segundo jato de urina (jato médio, não encostando o frasco na região genital). Utilizar recipiente graduado e estéril. Só abrir o frasco imediatamente antes da coleta e fechá-lo logo após o seu término.

CULTURA DE URINA

Amostras de urina podem ser submetidas à cultura quando existe suspeita de infecção do trato urinário (ITU) ou para o controle de tratamento em pacientes assintomáticos com maior risco de infecção. O uso do ácido bórico garante um resultado mais confiável, pois inibe a multiplicação de contaminantes que poderiam promover um resultado falso - positivo. Os agentes etiológicos que mais frequentemente causam esse tipo de infecção são as enterobactérias, como Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae, Proteus spp. e Enterobacter spp. Entre os cocos gram-positivos, os mais frequentes são os estafilococos, destacando-se os Staphylococcus saprophyticus e os Enterococcus spp.

- Instrução de preparo

Urina Jato intermediário (médio): O paciente deve ser orientado a lavar bem os genitais externos com água e sabão; retirar o excesso de sabão; abrir a tampa do frasco, com cuidado para não tocá-lo internamente; desprezar o primeiro jato de urina e colher, diretamente no frasco estéril, a porção intermediária. Transferir com cuidado para o Tubo contendo ácido bórico.De preferência colher a primeira urina da manhã, ou urina com 2 horas de retenção na bexiga.

Urina de paciente com sonda: Coletar a urina após desinfecção da cânula com álcool 70%. Com o auxílio de uma seringa e agulha estéreis, puncionar a cânula e retirar 10mL de urina. transferir a amostra para o tubo contendo ácido bórico.

Urina saco coletor pediátrico: Após higienização adequada, colocar o coletor até que a criança urine, deve ser trocado a cada meia hora.Após a coleta transferir de forma asséptica a urina para o frasco adequado.

ANTIBIOGRAMA DE URINA

Informar a amostra clínica e o micro- organismo isolado.

HEMOGRAMA

O hemograma corresponde a um conjunto de testes laboratoriais que estabelece os aspectos quantitativos e qualitativos dos eritrocitos (eritrograma), dos leucocitos (leucograma) e das plaquetas (plaquetograma). O eritrograma inclui os testes laboratoriais que determinam o perfil hematológico da serie vermelha no sangue periférico. É constituído por contagem de eritrócitos, dosagem de hemoglobina, hematocrito, índices hematimetricos e avaliação da morfologia eritrocitária. O leucograma engloba os testes laboratoriais que determinam o perfil hematológico da serie branca no sangue periférico onde é feito a contagem global e diferencial de leucócitos juntamente com a analise das alterações morfológicas no sangue. Já o plaquetograma envolve a contagem de plaquetas, avaliação de sua morfologia feita por microscopia e as determinações do volume plaquetario médio e da variaçao entre seus volumes. O hemograma auxilia na elucidação do estado geral da saúde como, por exemplo, casos de anemias, inflamações, infecções, hematomas, hemorragias, leucemias, síndromes (doenças hereditárias) bem como, acompanhamento em tratamentos.

GLICEMIA

Em jejum, os níveis de açúcar no sangue são controlados pelo fígado, que garante a sua manutenção dentro dos limites exatos. Essa forma rápida e precisa de controlara glicose não contrasta com o aumento rápido do açúcar no sangue, que ocorre durante a ingestão de carboidratos. A queda de glucose no sangue para um nível crítico (aproximadamente 2,5 mM) conduz a disfunção do sistema nervoso central. Tal se manifesta num estado de hipoglicemia, caracterizado por fraqueza muscular, problemas de coordenação e confusão mental. Uma nova redução nos níveis de glucose no sangue conduz à coma hipoglicêmico. Concentrações de glucose no sangue revelam flutuações intra-individuais dependentes da atividade muscular e do intervalo de tempo desde a ingestão de alimentos. Estas flutuações são ainda maiores quando há descontrole, tal como ocorre em vários estados patológicos nos quais a glucose no sangue pode ser elevada (hiperglicemia) ou reduzida (hipoglicemia). A hiperglicemia ocorre com mais frequência como resultado de uma insuficiência na quantidade ou eficácia da insulina, uma condição conhecida por diabetes mellitus. Esta doença é caracterizada pela subida da glucose no sangue a ponto de ultrapassar o limiar renal e o açúcar surgir na urina (glicosúria). A medição da glucose no sangue é utilizada como ensaio de rastreio da diabetes mellitus, quando existe suspeita de hiperglicemia; monitorização de terapia na diabetes mellitus; avaliação do metabolismo dos carboidratos, por exemplo, na diabetes durante a gestação; hepatite aguda; pancreatite aguda e doença de Addison. A hipoglicemia está associada a uma gama de condições patológicas nas quais se incluem a síndrome de insuficiência respiratória no recém-nascido, toxemia da gravidez, defeitos congênitos enzimáticos, síndrome de Reye, ingestão de álcool, disfunção hepática, tumores pancreáticos produtores de insulina (insulinomas), anticorpos de insulina, neoplasmas não pancreáticos, septicemia e insuficiência renal crônica.

- Instruções de preparo

Jejum obrigatório de 8 horas. (GLI).

INSULINA

A Insulina é um hormônio polipeptídico composto por duas cadeias não-idênticas, A e B, que estão unidas por duas ligações dissulfídicas. A Insulina é formada a partir de um precursor, a pró-Insulina, nas células beta do pâncreas. Níveis elevados de Insulina são encontrados em indivíduos obesos, com Síndrome de Cushing, que utilizam contraceptivos orais e que possuem cromegalia, insulinoma e hipertiroidismo. Níveis baixos de insulina são encontrados na diabetes mellitus manifestada (embora isto não possa ser claramente expresso nos estágios iniciais da ondição) e por parte de um mecanismo complexo envolvendo catecolaminas. Imunoensaios para insulina têm sido amplamente utilizados para fornecer informação suplementar, primeiro, no diagnóstico do diabetes mellitus e, segundo, no diagnóstico diferencial da hipoglicemia de jejum para discernir a causa entre um Insulinoma ou o próprio jejum. Nessas aplicações a razão da insulina imunorreativa pela glicose sanguínea (I/G) pode ser mais valiosa que somente o nível de insulina. Além disso, uma simples amostra de sangue coletada ao acaso pode não fornecer informações suficientes devido às largas variações nos tempos de resposta dos níveis de insulina e de glicose no sangue entre os indivíduos e as distintas condições clínicas. Outros usos dos ensaios de insulina têm sido sugeridos devido à descoberta de um aumento nos fatores de risco na doença arterial coronariana entre indivíduos sadios com hiperinsulinemia e tolerância normal à glicose.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

LIPASE

A lipase é produzida nas células acinares do pâncreas e é responsável pela hidrólise de ésteres de glicerol de ácidos graxos de cadeia longa insolúveis na água. A medição de lípase no soro e no plasma é utilizada exclusivamente para a investigação de anomalias do pâncreas, habitualmente pancreatite. A lipase sérica pode ser elevada na pancreatite aguda, episódios agudos de pancreatite crônica e pancreatite obstrutiva, com níveis até 80 vezes mais altos que o limite superior dos valores de referência detectados na inflamação aguda grave. Não obstante, é de salientar que a destruição grave das células acinares nas últimas fases da pancreatite crônica resulta numa redução da quantidade de enzimas que entram na circulação. Por conseguinte, um aumento marginal ou nulo de lipase não é descartado nesta doença. Na síndrome aguda abdominal do quadrante superior, uma hiperlipasemia de até cinco vezes o limite superior dos valores de referência pode ser detectada na úlcera duodenal perfurante, divertículo duodenal, colecistite e oclusão intestinal, onde existe envolvimento pancreático. Os níveis de lipase também são elevados na insuficiência renal, particularmente quando é necessária diálise. A investigação do trato biliar através de pancreatografia retrógrada endoscópica, ou tratamento com opiáceos, também pode resultar no aumento da lipase sérica. Também severificam com frequência ligeiros aumentos na cetoacidose diabética, hepatite viral, parotidite epidêmica, febre tifóide e sarcoidose, devido ao envolvimento do pâncreas.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

LÍTIO

O lítio é utilizado no tratamento da doença bipolar (maníacodepressiva). As medições de lítio são utilizadas para monitorizar a terapêutica e o nível de conformidade do doente em relação à mesma, e para diagnosticar uma possível superdosagem. Entre os sintomas da intoxicação por lítio inclui-se a apatia, sonolência, fraqueza muscular e ataxia.

- Instruções de preparo

Jejum obrigatório. Colher a amostra 12 horas após a ingestão do medicamento ou por indicação médica. E antes da próxima dosagem do medicamento.

MAGNÉSIO

O magnésio é um fator essencial em diversas reações enzimáticas importantes, quer como parte integrante de uma metaloenzima quer como um ativador, e desempenha um papel importante na glicólise, respiração celular e transporte de cálcio transmembrana. O magnésio é regulado sobretudo pela velocidade da excreção renal de magnésio a qual, juntamente com o cálcio, está sujeita aos efeitos do hormônio da paratiróide. Assim, o aumento da reabsorção de cálcio conduz à inibição competitiva da absorção de magnésio.As medições de magnésio são utilizadas no diagnóstico e tratamento da hipomagnesemia (anormalmente baixa) e hipermagnesemia (anormalmente elevada). A manifestação mais bem definida da deficiência de magnésio consiste na diminuição da função neuromuscular; por exemplo, hiperirritabilidade, tetania, convulsões e alterações electrocardiográficas. A hipomagnesemia é observada em casos de diabetes, alcoolismo crônico, diurese forçada, hipertiroidismo, hipoparatiroidismo, hipocalcemia, má absorção e pancreatite aguda. Níveis elevados de magnésio no soro foram detectados em casos de insuficiência renal, desidratação, acidose diabética grave e doença de Addison.

MICROALBUMINÚRIA - 24 HORAS

- Instruções de preparo

Evitar exercícios físicos antes da coleta. Ao levantar pela manhã, deverá desprezar toda a urina contida na bexiga e anotar o horário. A partir desse momento, toda vez que urinar, durante o resto do dia e também à noite, deve-se recolher integralmente a urina de cada micção, colocando-a no mesmo frasco de coleta. Este deve ser bem fechado e guardado em refrigerador, entre as micções. Armazene toda a urina colhida em recipiente fornecido pelo laboratório. Não usar outra embalagem. Na manhã seguinte, deve-se coletar toda a urina contida na bexiga e encerrar a coleta no horário correspondente ao horário que desprezou a 1° micção da véspera. Durante as 24 horas de coleta, a ingestão de líquidos deve ser a habitual. Deverá ser encaminhado ao laboratório apenas uma alíquota da amostra coletada juntamente com o dado do volume coletado nas 24 horas.

MICROALBUMINÚRIA

Microalbuminúria refere-se à detecção de pequenas quantidades de proteínas na urina, com o intuito de diagnosticar e avaliar a evolução de nefropatia diabética por ser um indicador precoce de lesão. A albumina é sintetizada exclusivamente no fígado e funciona como proteína de ligação e veículo de transporte de cálcio, ácidos graxos, bilirrubina, hormônios, vitaminas, microelementos e medicamentos. Em caso de insuficiência funcional da barreira de filtragem glomerular, a concentração de albumina aparece aumentada na urina, o que é um indicador de uma complicação renal

ou vascular. Sua determinação é recomendada em casos de detecção precoce de nefropatia diabética, monitoração do diabetes gestacional, gravidez de risco e rastreamento de nefrosclerose hipertensiva. Resultados falso-positivos podem ocorrem em casos de hiperglicemia, exercício físico, infecções do trato urinário, hipertensão arterial sistêmica.

- Instruções de preparo

Evitar exercícios físicos antes da coleta. Homens: lavar o pênis, com água e sabonete, distendendo todo o prepúcio e secar com toalha limpa. Mulheres: lavar a região genital e anal, com água e sabonete, de frente para trás, enxaguar com bastante água e secar com toalha limpa, de frente para trás, sem fazer movimentos de trás para frente. A presença de sangue menstrual pode interferir no resultado do exame. Colher, preferencialmente, a primeira urina da manhã ou com intervalo mínimo de 04 horas após a última micção. Desprezar o primeiro jato de urina (porção inicial da urina) no vaso sanitário e, sem interromper a micção, coletar o segundo jato de urina (jato médio, não encostando o frasco na região genital). Utilizar recipiente graduado e estéril. Só abrir o frasco imediatamente antes da coleta e fechá-lo logo após o seu término.

FAN

O FAN (fator antinuclear) é um grupo de auto-anticorpos descobertos na década de 1940 em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico. Como o próprio nome já sugere, o FAN são anticorpos contra os núcleos das nossas células. O FAN não é um único anticorpo, ele é um conjunto de anticorpos contra diferentes estruturas das células. Existem vários tipos de FAN, cada um deles associado a um tipo de doença autoimune diferente. É importante salientar que 10% a 15% da população sadia pode ter FAN reagente em valores baixos, sem que isso indique qualquer problema de saúde. Este anticorpo ocorre com alta frequência em pacientes portadores de doenças difusas do tecido conjuntivo (DTC), especialmente lupus eritematoso sistêmico (LES). Praticamente todos os pacientes com LES são FAN positivos então um resultado negativo praticamente exclui o lupus ativo. Pacientes com outra DTC como artrite reumatóide, esclerodermia e dermatomiosite são frequentemente positivos. Resultado FAN positivo pode ocorrer em pacientes com queimaduras graves ou infecção viral. Devido a esta falta de especificidade é recomendado que a amostra FAN positivo seja titulada até o final e que testes mais específicos para anticorpos anti-DNA de dupla hélice e ENA sejam executados.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

FERRITINA

A ferritina é uma proteína de alto peso molecular que contém ferro e que atua no organismo como um composto armazenador de ferro. Foi demonstrado que a molécula de ferritina, quando está completamente saturada, pode conter mais de 20% de seu peso em ferro. Aproximadamente 25% do ferro no adulto normal está presente em várias formas de armazenamento. Cerca de 2/3 das reservas de ferro no corpo humano encontram-se na forma de ferritina. Os depósitos de ferro restantes encontram-se na forma de hemosiderina insolúvel, a qual representa provavelmente uma forma de ferritina desnaturada. A literatura recente sugere que a ferritina proporciona determinações mais sensíveis, específicas e confiáveis para determinar uma deficiência de ferro nos estágios iniciais. As determinações de ferritina sérica têm demonstrado ser úteis no controle da recuperação dos depósitos férricos em pacientes, nos quais se administra ferro oralmente, e para determinar quando se pode interromper a terapia. Nos distúrbios inflamatórios crônicos, nas infecções, na doença neoplásica e na insuficiência renal crônica, observa-se um aumento desproporcional dos níveis de ferritina sérica em relação aos depósitos férricos.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

GAMA GT

O GGT existe em todas as células do organismo, exceto nas dos músculos; contudo, a enzima existente no soro parece originar essencialmente do sistema hepatobiliar. Um aumento da GGT constitui sempre um sinal de danos hepáticos se os valores de enzimas específicas do fígado, tais como ALT, LDH ou colinesterase, também forem considerados anormais. No entanto, a GGT é pouco determinante para tentar distinguir diferentes tipos de doença hepática.O GGT aumenta acentuadamente nos casos de obstrução biliar intra-hepática ou pós-hepática. É mais sensível que a fosfatase alcalina na detecção de icterícia obstrutiva, colangite e colecistite, e a sua elevação ocorre mais cedo e persiste durante mais tempo. O GGT aumenta em doentes com hepatite infecciosa, fígado gorduroso, pancreatite aguda e crônica e doentes medicados com drogas anticonvulsivas, nomeadamente fenitoina e fenobarbital. Como os níveis elevados de GGT são registrados em doentes com cirrose alcoólica e na maioria dos soros de indivíduos que consumam grandes quantidades de álcool, o GGT desempenha um papel na detecção do alcoolismo, lesões do fígado provocadas pelo álcool e na monitorização de abstinência do álcool. A enzima é também útil numa proporção com o colesterol HDL em casos de alcoolismo, fosfatase alcalina em casos de doença dofígado provocada pelo álcool e aspartato aminotransferase para isolar a hepatite do recém-nascido da atresia biliar.

- Instruções de preparo

Jejum obrigatório de 8 horas. Suspender medicamentos (á critério médico)a base de fenitoína, fenobarbital e acetaminofen.

FSH

Nas mulheres, o FSH estimula o crescimento folicular e, juntamente com o LH, estimula a secreção de estrógenos e a ovulação. Após a ovulação, acredita-se que o FSH e o LH sejam responsáveis pela transformação do folículo rompido em corpo lúteo e influenciam a secreção da progesterona. A FSH humana é segregada pelas células gonadotrópicas do lobo anterior da hipófise em resposta ao hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH) secretado pelo hipotálamo médio basal. Tanto o FSH quanto o LH são secretados de forma pulsátil; contudo, isso é menos evidente no FSH, talvez por causa da sua meia-vida mais prolongada na circulação. Os níveis de FSH em circulação variam em resposta ao estradiol e à progesterona. Em um ciclo menstrual normal, um ligeiro pico de FSH é observado por volta do fim da fase lútea (provavelmente desencadeado por uma queda no estradiol e na progesterona que eliminou o efeito de feedback negativo). Isto dá início ao crescimento e à maturação dos folículos ovarianos. Em seguida, os níveis da FSH caem e permanecem baixos por toda a fase folicular (devido ao feedback negativo do estradiol e da progesterona produzidos pelo folículo em desenvolvimento). Na metade do ciclo, a GnRH gera um aumento nos níveis de FSH. A função deste pico de FSH na metade do ciclo é desconhecida. Após este aumento, o FSH é inibido durante a fase lútea pelo feedback negativo do estradio.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

HOMOCISTEÍNA

A debilitação do metabolismo da homocisteína resulta em hiperhomocisteinemia (níveis elevados de homocisteína no plasma ou soro) ou homocistinúria (altos níveis de plasma fazem com que a homocisteína seja excretada na urina). A hiperhomocisteinemia é causada por deficiências nutricionais e genéticas. A maioria dos casos de homocisteína elevada (dois terços) na população, em geral, é causada por deficiência de ácido fólico, vitamina B6 e B12. São encontradas concentrações gravemente elevadas de homocisteína total em indivíduos com homocistinúria, um problema genético raro das enzimas envolvidas no metabolismo da homocisteína. Os pacientes com homocistinúria apresentam retardo mental, arteriosclerose precoce e tromboembolismo arterial e venoso.
Estudos investigaram a relação entre concentrações elevadas de homocisteína e a doenç a cardiovascular (DCV), indicando a homocisteína como um importante marcador para a avaliação do risco. Na presença da doença arterial coronariana (DAC) conhecida, ela demonstrou ser um forte marcador independente de DAC subsequente, relacionada à morte. Em pacientes de risco intermediário, níveis elevados de homocisteína estão associados com a quantidade de calcificação da artéria coronariana.

- Instruções de preparo

JEJUM ACONSELHÁVEL DE 4HS.

FÓSFORO

As concentrações de fosfato no soro dependem da dieta e da variação na secreção de hormônios tais como o PTH. O fosfato intracelular ocorre, sobretudo sob a forma de fosfato orgânico, contudo, existe uma pequena, mas extremamente importante fração sob a forma de fosfato inorgânico que, por se tratar de um substrato para fosforilação oxidativa, participa de reações relacionadas com a produção de energia metabólica. A hipofosfatemia é relativamente comum em doentes hospitalizados, sendo registada em 30% dos doentes submetidos a intervenções cirúrgicas. Ocorre em casos de deficiência de Vitamina D, má absorção, utilização de aglutinadores de fosfato orais, antiácidos, diuréticos, corticoides, glicose endovenosa, excesso de PTH, transplante pós-renal, diálise, desordens tubulares renais, hiperalimentação, recuperação de ceto acidose diabética, alcalose respiratória e sepse. A hiperfosfatemia é provocada por terapia intravenosa, insuficiência renal aguda ou crônica, PTH baixo ou resistência a PTH e intoxicação por vitamina D, destruição celular neoplásica, rabdomiolise, insolação, hipovolemia, acromegalia, metástases ósseas, sarcoidose,hepatopatias, embolismo pulmonar, trombocitose.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

FERRO SÉRICO

O ferro participa numa variedade de processos vitais no organismo, desde os mecanismos de oxidação celular ao transporte e alimentação de oxigênio para as células do organismo. É um elemento constituinte das cromoproteínas transportadoras do oxigênio, hemoglobina e mioglobina, bem como de várias enzimas, nomeadamente citocromo oxidase e peroxidases. O restante de ferro no organismo está presente nas flavoproteínas, nas proteínas enxofre-ferro, bem como no armazenamento de ferro-ferritina e no transporte de ferro-transferrina. A concentração medida de ferro no soro é principalmente a aglutinação de Fe (III) com transferrina de soro e não inclui o ferro existente no soro como hemoglobina livre. A concentração de ferro no soro é reduzida em grande parte dos indivíduos com anemia por insuficiência de ferro, mas não em todos; em doenças inflamatórias agudas ou crônicas, nomeadamente infecção aguda, imunização e enfarte do miocárdio; hemorragia aguda ou recente; doença maligna;gravidez tardia; menstruação e nefrose. A concentração de ferro no soro diminui acentuadamente em doentes que estejam a iniciar reação a uma terapia específica para anemias ou outras causas, por exemplo: tratamento de anemia perniciosa com Vitamina B12. Concentrações superiores às normais de ferro no soro ocorrem em doenças por sobrecarga de ferro, nomeadamente hemocromatose e no envenenamento agudo por ferro após administração de ferro por via oral ou parenteral. Os níveis de ferro também podem ser elevados no caso de hepatite aguda, envenenamento por chumbo, leucemia aguda, talassemia ou contracepção oral.

- Instruções de preparo

Jejum obrigatório de 4 horas.

FOSFATASE ALCALINA

A fosfatase alcalina encontra-se em quase todos os tecidos do organismo, mais concretamente nas membranas celulares. Apresenta-se, sobretudo em elevados níveis no epitélio intersticial, túbulos renais, ossos (osteoblastos), fígado e placenta. A enzima encontra-se associada ao transporte de lipídios a nível intestinal e à calcificação dos ossos. Os aumentos resultam de causas fisiológicas ou são provocados por doenças do fígado ou dos ossos. Aumentos fisiológicos são detectados a partir do segundo trimestre de gravidez devido à fosfatase alcalina placentária, em crianças na fase de crescimento devido à fosfatase alcalina óssea e após as refeições em indivíduos com os grupos de sangue B e O, que são secretores da substância H do grupo de sangue (fosfatase alcalina intestinal). A causa mais comum de fosfatase alcalina elevada é a doença hepatobiliar. Também podem ser encontrados níveis elevados em doenças primárias dos ossos, nomeadamente osteomalacia, osteogenese imperfeita, intoxicação por vitamina D e tumores ósseos primários, metástases esqueléticas e em doenças como o mieloma múltiplo, acromegalia, insuficiência renal, hipertiroidismo, ossificação ectópica, sarcoidose, tuberculose óssea e fraturas em processo de consolidação, hiperparatiroidismo, osteopenia ou osteoporose. São detectados níveis reduzidos em hipofosfatasia familiar, hipoparatiroidismo, acondroplasia, doença óssea dinâmica em doentes em diálise, nanismo pituitário,doença crônica por radiação e má nutrição.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

HIV

A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) e causada por dois tipos de vírus da imunodeficiência humana, HIV tipo-1 e HIV tipo-2. O HIV é o agente etiológico da AIDS. O HIV é transmitido por contato sexual, exposição a sangue ou produtos do sangue e infecção prénatal do feto ou infecção perinatal do recém-nascido. O vírus ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+. E é alterando o DNA dessa célula que o HIV faz cópias de si mesmo. Depois de se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a infecção.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

HEMOGLOBINA GLICADA OU GLICOSILADA

Hemoglobina Glicada ou Glicosilada, também abreviada como HbA1c e até A1c é uma forma de hemoglobina presente naturalmente nos eritrócitos humanos que é útil na identificação de altos níveis de glicemia durante períodos prolongados. Este tipo de hemoglobina é formada a partir de reações não enzimáticas entre a hemoglobina e a glicose. O exame de hemoglobina glicada (HbA1C ou A1C), é o mais importante na avaliação do controle do diabetes. Ele resume, para o médico e para o paciente, como adoença esteve controlada nos últimos 60 a 90 dias. Durante os 90 dias de sua vida, a hemoglobina (hemácia ou glóbulo vermelho) vai incorporando glicose, em função da concentração que existe no sangue. Se as taxas de glicose estiverem altas (ou baixas) durante esse período, haverá um aumento (ou diminuição) da hemoglobina glicada.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

ELETROFORESE DE PROTEÍNAS

A Eletroforese de Proteínas Séricas (EPS) é um método simples, que permite separar proteínas do plasma humano em frações.As proteínas percorrem distâncias diferentes, formando bandas denominadas: albumina, alfa-1-globulina, alfa-2-globulina, betaglobulina e gamaglobulina. Observa-se diminuição da concentração de albumina em situações que promovam sua perda, baixa ingesta protéica ou elevado catabolismo. As frações alfaglobulinas apresentam níveis aumentados em processos inflamatórios, infecciosos e imunes. O aumento da betaglobulina é observado em situações de perturbação do metabolismo lipídico ou na anemia ferropriva. A ausência ou diminuição da bandagama indica imunodeficiências congênitas ou adquiridas. O seu aumento sugere elevação policlonal das imunoglobulinas associado às condições inflamatórias, neoplásicas ou infecciosas, além da elevação monoclonal observada no mieloma múltiplo e em outras desordens infoproliferativas, como a macroglobulinemia de Waldenström.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

ESPERMOGRAMA

- Instruções de preparo

Fazer coleta no laboratório. Permanecer por 7 dias em abstinência total.

ESTRADIOL

O Estradiol é o mais potente estrógeno natural em humanos. Ele regula a função reprodutiva em mulheres e, com a progesterona, mantém a gravidez. A maior parte do estradiol é secretada pelos ovários (em mulheres não-grávidas), embora os testículos (em homens) e o córtex adrenal (em homens e mulheres) secretam pequenas quantidades. Durante a gravidez, a placenta produz a maior parte do estradiol circulante. Em mulheres não-grávidas normais, o estradiol sintetizado pelo ovário é a origem predominante tanto de estrona como de estriol. Níveis normais de estradiol são
mais baixos na menstruação e no início da fase folicular e se elevam no final da fase folicular exatamente antes do avanço do LH, que, normalmente, é imediatamente seguida pela ovulação. Quando o LH atinge o pico, o estradiol começa a diminuir antes de aumentar novamente durante a fase lútea. Se a concepção não ocorrer, o estradiol cai até seus níveis mais baixos e a menstruação inicia-se logo em seguida. Se a concepção ocorrer, os níveis de estradiol continuam a aumentar, alcançando níveis de 1.000 a 5.000 pg/ mL durante o primeiro trimestre, 5.000 a 15.000 pg/mL durante o segundo trimestre e 10.000 a 40.000 pg/mL durante o terceiro trimestre. Na menopausa, os níveis de estradiol permanecem baixos

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

GLICEMIA PÓS PRANDIAL

Este teste serve para triar pacientes portadores de diabetes mellitus. Pacientes com valores acima de 200mg/dL são sugestivos de diabetes. O resultado depende basicamente da quantidade de carboidratos ingeridos, da idade e da condição física do paciente.

- Instruções de preparo

Marque o horário ao iniciar a refeição. Se for ingerir sobremesa, faça-o imediatamente após a refeição. Aguarde 02 horas a partir do início da refeição e retorne para coletar o exame (chegue, pelo menos, 10 minutos antes do horário). Pode-se ingerir somente água nesse período. A coleta deverá ser feita no mesmo dia da dosagem da glicose jejum, se houver. Após o termino da refeição é proibido comer: balas, mascar chicletes, refrigerantes, café, chá, sucos, sorvetes, entre outros.

FRUTOSAMINA

A dosagem de frutosamina é útil para avaliar as alterações do controle de diabetes em intervalos menores e para julgar a eficácia de mudança terapêutica, assim como no acompanhamento de gestantes com diabetes. Os valores de frutosamina se alteram em intervalos menores (1 a 3 semanas) do que os de glicohemoglobina (6 a 8 semanas), alertando mais cedo sobre a deterioração do controle glicêmico, além de diminuírem mais rapidamente que os da HbA1, no caso do controle da terapia do diabético melhorar.

- Instruções de preparo

Jejum obrigatório de 8 horas.

IMUNOGLOBULINA E – IGE

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

HTLV

Utilizado na detecção de infecções pelo vírus HTLV-1 e HTLV-2. O HTLV-I está associado com neoplasias e uma variedade de transtornos neurológicos desmielinizantes, entre os quais se incluem: leucemia de células T de adulto, paraplegia espástica tropical (TSP), e mielopatia associada ao HTLV-I (HAM) e, mais recentemente, polimiositis associada ao HTLV-I, artrite e dermatite infecciosa. A associação do HTLV-II com a patogênese da leucemia não está estabelecida; porém, existem indícios que relacionam a uma enfermidade neuro-degenerativa semelhante à HAM/TSP10 e ocasionalmente também com enfermidades linfoproliferativas. A presença de anticorpos HTLV-1/2 no soro é indicativa de contato prévio com esse vírus, porém não está obrigatoriamente ligada à doença.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas (HTLV)

HLA B27 - DETECÇÃO POR PCR

O gene HLA-B, classificado como HLA classe I, está situado dentro do sistema HLA, no braço curto do cromossomo 6, região altamente polimórfica. Os alelos B27:02, B27:04, B*27:05 e B27:07 estão associados com a espondilite anquilosante. A presença do alelo B40 em portadores de B27 aumenta em mais de 3 vezes o risco à doença. A presença do Alelo B27 pode ser utilizada como estratégia diagnóstica para Espondilite Anquilosante, entretanto, é fundamental a anamnese, um exame clínico rigoroso os quais nunca deverão ser entendidos separadamente. Como exemplo: um portador do alelo B27, não significa que desenvolverá Espondilite Anquilosante, sem exame clínico correspondente.

- Instruções de preparo

Não é necessário jejum ou cuidados especiais.

HEPATITE A - ANTI - HVA IGG

A Hepatite A é uma doença aguda, auto-limitada, de distribuição universal, que na maioria das vezes apresenta curso benigno, não evoluindo para a cronicidade. Sua transmissão se dá por via oral-fecal, sendo a água e alimentos contaminados com fezes, os maiores veículos de disseminação da infecção. A presença de anticorpos IgG indica infecção passada ou vacinação.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

HEPATITE A - ANTI - HVA IGM

A Hepatite A é uma doença aguda, auto-limitada, de distribuição universal, que na maioria das vezes apresenta curso benigno, não evoluindo para a cronicidade. Sua transmissão se dá por via oral-fecal, sendo a água e alimentos contaminados com fezes, os maiores veículos de disseminação da infecção. A presença de anticorpos IgG indica infecção passada ou vacinação.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

HEPATITE B – HBSAG

Utilizado para auxiliar no diagnóstico de suspeita de infecção pelo vírus da Hepatite B e monitoramento de indivíduos infectados, ou seja, se a infecção do paciente foi eliminada ou se o paciente tornou-se portador crônico do vírus. O HBsAg pode tornar-se positivo a partir da 3ª semana após o contágio, ainda no período de incubação. Em condições favoráveis, desaparece a partir da 20ª semana e antes da 24ª semana após o contágio. A persistência de HBsAg após 6 meses indica estado de portador crônico

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

HEPATITE B - ANTI – HBE

Surge após o desaparecimento do HBeAg e indica o fim da fase de replicação viral. Este anticorpo costuma aparecer a partir da 12ª semana e antes da 16ª após o contágio.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

HEPATITE B - ANTI-HBC TOTAL

É utilizado na triagem para Hepatite B por detectar tanto anticorpos IgG quanto anticorpos IgM. Auxilia no diagnóstico diferencial de hepatites, acompanhamento de infecção pelo HBV (em conjunto com outros marcadores virais), teste de triagem para doadores de sangue (por apresentar o potencial de detectar contato prévio com o HBV durante a ?janela negativa? do HBV). O uso diagnóstico deste marcador é melhorado quando participa de um painel de marcadores sorológicos de hepatites. O anti-HBc total é um anticorpo dirigido contra as proteínas do core ou nucleocapsídeo do HBV.
A presença de anti-HBc IgM documenta processo de infecção recente ou aguda pelo HBV. A imunidade IgG para anti-HBc tende a durar muitos anos (às vezes por toda a vida), sendo excelente marcador de contato anterior com o vírus. Uma vez que a vacinação para HBV somente confere imunidade de anti- HBs, a presença de anti-HBc documenta exposição passada ao vírus. Títulos expressivos de anti-HBc IgM diferenciam entre um quadro agudo e a exacerbação de um caso crônico de hepatite B. O uso diagnóstico deste marcador é melhorado quando participa de um painel de marcadores sorológicos de hepatites. Reações fracamente reagentes sem outras anormalidades podem ser devidas a reações falso-positivas.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

HEPATITE B - ANTI - HBC – IGM

Marcador de infecção aguda pelo vírus da Hepatite B. Os anticorpos anti-HBc de classe IgG são sintetizados logo após o aparecimento da hepatite Be persistem ao longo do tempo em todos os doentes que foram infectados por HBV, independentemente de como se desenvolveu a doença. Todavia, durante as fases prodrômica, aguda e de convalescença precoce da hepatite B, os anticorpos anti-HBc são, principalmente, de classe IgM. Os níveis de IgM anti-HBc diminuem até tornaremse não mais detectáveis no decorrer de aproximadamente seis meses. A IgM anti-HBc está presente em altos títulos durante a fase aguda da hepatite B e pode, por conseguinte, ser útil detectar conjuntamente a IgM anti-HBc e o HbsAgpara diferenciar a infecção por HBV aguda primária da convalescença precoce. Quando se determina o estágio da infecção por HBV, a detecção da IgM anti-HBc permite distinguirentre os doentes positivos para HBsAg,cuja hepatite aguda deriva duma infecção primáriapor HBV, e os portadores de HBsAgnão aparentes, cuja hepatite aguda é consequência de uma superinfecção por outras causas. Um resultado positivo para IgM anti-HBc é útil para diagnosticar as infecções fulminantes por HBV nos doentes negativos para HBsAg. A detecção da IgM anti-HBc não é um parâmetro definitivo para determinar o estágio da doença crônica, por exemplo, a hepatite B crônica ativa ou persistente, dado que nos portadores crônicos de HBV podem estar, quer ausentes, quer presentes títulos baixos de IgM anti- HBc. Todavia, estes níveis baixos de IgM anti-HBc, quando presentes, encontram-se com mais frequência nos doentes com doença hepática crônica por HBV, como é possível observar pela presença de HBcAg intra-hepático e pelo aumento dos níveis das enzimas hepáticas, causados pela reativação do HBV e pelo dano aos hepatócitos

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

HEPATITE B – HBEAG

Caracteriza a fase de replicação viral e, quando reagente, indica alta infecciosidade. Esta situação pode ocorrrer nos pacientes com hepatite B aguda ou nos portadores crônicos. A persitência de HBeAg está frequentemente associada à ocorrência crônica de níveis elevados das enzimas hepáticas. O HBeAg é detectado na fase inicial da infecção, após a aparição do antígeno de superfície do vírus da hepatite B (HBsAg). Os títulos de ambos antígenos aumentam rapidamente durante o período de replicação viral na infecção Aguda.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

HEPATITE B - QUANTIFICAÇÃO POR PCR

A quantificação do HBV por PCR, comumente chamada de carga viral para o HBV é o teste utilizado para quantificar o HBV no plasma de indivíduos infectados. É designado para uso juntamente com a apresentação clínica e outros marcadores laboratoriais como um indicador prognóstico da doença e como um auxiliar na avaliação da resposta terapêutica anti-retroviral por mudanças nos níveis de RNA do HBV no plasma. Não é indicado para teste de triagem HBV, plasma ou soro ou tecido de doadores, ou para ser utilizado como teste diagnóstico para confirmar a presença de infecção por HBV.

- Instruções de preparo

Não é necessário jejum ou cuidados especiais.

HEPATITE C - ANTI – HCV

A hepatite C é uma doença infecciosa e contagiosa, causada pelo vírus da hepatite C. É adquirida através do contato com fluídos ou secreções contaminadas. O agente etiológico é da família flaviviridae, um vírus do tipo RNA no qual guarda semelhança nas sequências nucleotídicas e de aminoácidos, podendo manifestar-se como uma infecção assintomática ou sintomática. Ao contrário dos demais vírus que causam hepatite, o vírus da hepatite C, representado pela sigla HCV não gera uma resposta imunológica adequada no organismo, o que faz com que a infecção aguda seja menos sintomática. Em média 80% das pessoas que se infectam não conseguem eliminar o vírus, evoluindo para as formas crônicas da doença, com complicações, devido à ausência de sinais e sintomas para o diagnóstico precoce. São múltiplos os fatores de risco para a aquisição do vírus da hepatite C, ficando em destaque os usuários de drogas injetáveis, indivíduos que realizaram transfusão sanguínea sem controle prévio de doador, relações sexuais desprotegidas com portadores do vírus HCV, contatos domiciliares com portadores da doença, realização de tatuagens e colocação de piercings em estabelecimentos não regulamentados, escova de dente e lâmina de barbear de uso coletivo, procedimento invasivo com material contaminado; contato com secreções e fluidos corporais, ambiente de trabalho no caso dos profissionais de saúde e indivíduos hemodializados. Não existe, até o momento, vacina para a prevenção da hepatite C, mas existem outras formas de prevenção primária e secundária. As medidas primárias visam à redução do risco para disseminação da doença e as secundárias, a interrupção da progressão da doença em uma pessoa já infectada.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

HEPATITE C – QUALITATIVO

O teste qualitativo por PCR para o HCV é o teste utilizado para triagem do HCV no plasma.

- Instruções de preparo

Não é necessário jejum ou cuidados especiais.

HEPATITE C - QUANTIFICAÇÃO POR PCR

A quantificação do HCV por PCR, comumente chamada de carga viral para o HCV é o teste utilizado para quantificar o HCV no plasma de indivíduos infectados. É designado para uso juntamente com a apresentação clínica e outros marcadores laboratoriais como um indicador prognóstico da doença e como um auxiliar na avaliação da resposta terapêutica anti-retroviral por mudanças nos níveis de RNA do HCV no plasma. Não é indicado para teste de triagem de HCV plasma ou soro ou tecido de doadores, ou para ser utilizado como teste diagnóstico para confirmar a presença de infecção por HCV.

- Instruções de preparo

Não é necessário jejum ou cuidados especiais.

HEPATITE C CONFIRMATÓRIO, HEPATITE C IMUNOBLOT, HEPATITE C WESTERNBLOT

O vírus da hepatite C é um grande problema de saúde pública e a maior causa de doença hepática crônica. O Imuno-Blot para HCV deve ser utilizado como teste suplementar em amostras de soro ou plasma humano que tenham sido reagentes num procedimento anti-HCV de triagem. Os antígenos utilizados no teste são: C1, C2, E2, NS3, NS4, NS5. De acordo com as bandas formadas com a amostra do paciente é possível analisar a presença ou ausência de anticorpos contra os antígenos testados, e se o paciente está ou não contaminado com o vírus da hepatite C.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

HEPATITE D VÍRUS (HDV) - QUANTIFICAÇÃO POR PCR

- Instruções de preparo

Não é necessário jejum ou cuidados especiais.

HEPATITE D - ANTICORPOS TOTAIS

O vírus da hepatite D ou delta é um dos menores vírus RNA animais. Tão pequeno que é incapaz de produzir seu próprio envelope proteico e de infectar uma pessoa. Para isso, ele precisa utilizar a proteína do vírus B. Portanto, na grande maioria dos casos a hepatite D ocorre junto com a hepatite B, ambas com transmissão parenteral (sangue contaminado e sexual). O vírus D normalmente inibe a replicação do B, o qual fica latente. Na fase aguda da infecção, ocorre esteatose microvesicular e necrose granulomatosa eosinofílica por ação citotóxica direta do vírus. Na fase aguda, a atividade necroinflamatória costuma ser severa. Em pacientes já portadores do vírus B que apresentam infecção aguda pelo vírus D, pode ser severa com hepatite fulminante. Ao contrario da epatite B, não apresenta manifestações extra-hepáticas. A sorologia IgG ajuda no diagnóstico da forma crônica da doença, porém o anticorpo IgG da hepatite D não é protetor.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

HEPATITE D - ANTICORPOS IGM

O vírus da hepatite D ou delta é um dos menores vírus RNA animais. Tão pequeno que é incapaz de produzir seu próprio envelope proteico e de infectar uma pessoa. Para isso, ele precisa utilizar a proteína do vírus B. Portanto, na grande maioria dos casos a hepatite D ocorre junto com a hepatite B, ambas com transmissão parenteral (sangue contaminado e sexual). O vírus D normalmente inibe a replicação do B, o qual fica latente. Na fase aguda da infecção, ocorre esteatose microvesicular e necrose granulomatosa eosinofílica por ação citotóxica direta do vírus. Na fase aguda, a atividade necroinflamatória costuma ser severa. Em pacientes já portadores do vírus B que apresentam infecção aguda pelo vírus D, pode ser severa com hepatite fulminante. Ao contrario da hepatite B, não apresenta manifestações extra-hepáticas. A sorologia IgG ajuda no diagnóstico da forma crônica da doença, porém o anticorpo IgG da hepatite D não é protetor.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

HEPATITE D - ANTICORPOS TOTAIS

O vírus da hepatite D ou delta é um dos menores vírus RNA animais. Tão pequeno que é incapaz de produzir seu próprio envelope proteico e de infectar uma pessoa. Para isso, ele precisa utilizar a proteína do vírus B. Portanto, na grande maioria dos casos a hepatite D ocorre junto com a hepatite B, ambas com transmissão parenteral (sangue contaminado e sexual). O vírus D normalmente inibe a replicação do B, o qual fica latente. Na fase aguda da infecção, ocorre esteatose microvesicular e necrose granulomatosa eosinofílica por ação citotóxica direta do vírus. Na fase aguda, a atividade necroinflamatória costuma ser severa. Em pacientes já portadores do vírus B que apresentam infecção aguda pelo vírus D, pode ser severa com hepatite fulminante. Ao contrario da epatite B, não apresenta manifestações extra-hepáticas. A sorologia IgG ajuda no diagnóstico da forma crônica da doença, porém o anticorpo IgG da hepatite D não é protetor.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

HEPATITE E - ANTICORPOS IGG

A hepatite E tem uma ocorrência rara no Brasil e é mais comum na Ásia e África. Considerada uma doença infecciosa viral, transmitida por contágio fecal-oral, contato entre indivíduos ou por água ou alimentos contaminados pelo vírus. Geralmente é assintomática, porém quando aparecem, cerca de 15 a 60 dias após a infecção, os mais frequentes são tontura, enjoo, cansaço, dor abdominal, febre, icterícia em peles e olhos, urina escura e fezes claras. A hepatite E não se torna crônica. Porém, mulheres grávidas que foram infectadas pelo vírus da hepatite E podem apresentar formas mais graves da doença. A pesquisa de anticorpos IgG contra o vírus da hepatite E é indicativa de infecção passada pelo vírus, está presente na fase de convalescência e persiste indefinidamente.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

HEPATITE E - ANTICORPOS IGM

A hepatite E tem uma ocorrência rara no Brasil e é mais comum na Ásia e África. Considerada uma doença infecciosa viral, transmitida por contágio fecal-oral, contato entre indivíduos ou por água ou alimentos contaminados pelo vírus. Geralmente é assintomática, porém quando aparecem, cerca de 15 a 60 dias após a infecção, os mais frequentes são tontura, enjoo, cansaço, dor abdominal, febre, icterícia em peles e olhos, urina escura e fezes claras. A hepatite E não se torna crônica. Porém, mulheres grávidas que foram infectadas pelo vírus da hepatite E podem apresentar formas mais graves da doença. A pesquisa de anticorpos IgG contra o vírus da hepatite E é indicativa de infecção passada pelo vírus, está presente na fase de convalescência e persiste indefinidamente.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

HEPATITE A - ANTI - HVA IGG

A Hepatite A é uma doença aguda, auto-limitada, de distribuição universal, que na maioria das vezes apresenta curso benigno, não evoluindo para a cronicidade. Sua transmissão se dá por via oral-fecal, sendo a água e alimentos contaminados com fezes, os maiores veículos de disseminação da infecção. A presença de anticorpos IgG indica infecção passada ou vacinação.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

HEPATITE A - ANTI - HVA IGM

A Hepatite A é uma doença aguda, auto-limitada, de distribuição universal, que na maioria das vezes apresenta curso benigno, não evoluindo para a cronicidade. Sua transmissão se dá por via oral-fecal, sendo a água e alimentos contaminados com fezes, os maiores veículos de disseminação da infecção. A presença de anticorpos IgG indica infecção passada ou vacinação.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

DEHIDROEPIANDROSTERONA – DHEA

DHEA é um esteróide produzido no córtex adrenal, serve como precursor na testosterona e estrógenos sintéticos. Os níveis sorológicos de DHEA são relativamente altos em fetos e neonatos, baixos durante a infância e crescem durante a puberdade até a terceira década da vida. Não ocorre mudança nos níveis sorológicos durante o ciclo menstrual ou gravidez. Sua utilização está indicada na avaliação do hiperandrogenismo, como ocorre no hirsutismo, acne, hiperplasia congênita da supra-renal, carcinoma de supra-renal e puberdade precoce. É também utilizado na avaliação de respostas da supra-renal aos testes dinâmicos de estímulo e supressão. A hiper-resposta do DHEA ao estímulo com ACTH é utilizada para o diagnóstico de defeito de síntese da supra-renal.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas. Anotar uso de medicamento, principalmente corticosteroide.

PARASITOLÓGICO DE FEZES

Útil na avaliação de distúrbios funcionais e orgânicos do processo de digestão e absorção dos alimentos permitindo diagnosticar: insuficiência gástrica, pancreática e biliar, desvios da flora bacteriana, síndromes ileais, colites e outras alterações do sistema digestivo. pH: é dependente da dieta alimentar, da ferramenta de açúcares no intestino e do seu teor de gordura.
Se predominar a fermentação o pH será ácido e se predominar a putrefação será alcalino. Ácidos graxos/Amido: Indicativo de insuficiência pancreática. Fibras musculares não digeridas: Indicativo de hipoclorídrica. Gordura: A quantificação de gordura nas fezes, em determinado período de tempo, permite o diagnostico da esteatorreia, que pode estar associada com pancreatite crônica, fibrose cística, neoplasias, doença de Whipple, doença celíaca, enterite regional, tuberculose intestinal, giardíase e atrofia mucosa (consequente à desnutrição). Leucócitos: Leucócitos não são encontrados normalmente no material fecal, razão pela qual sua presença indica processo infeccioso (invasão tissular) ou inflamatório do trato intestinal.- A existência de grande quantidade de leucócitos, associada ou não à presença de eritrócitos, sugere retocolite ulcerativa ou infecção bacteriana. No entanto, convém ponderar que, em cerca de 10% a 15% dos quadros causados por patógenos intestinais, não há leucócitos nas fezes.- Leucócitos fecais em número aumentado costumam ser indicativos da presença de E. coli invasora, Salmonella, Shigella, e Yersinia, assim como de amebíase, colite ulcerativa, colite associada a antibiótico, colite pseudomembranosa e doenças inflamatórias intestinais idiopáticas.- Em algumas infecções bacterianas, infecções virais e giardíase, podemos não detectar presença de leucócitos nas fezes.

- Instruções de preparo

Prova coprológica funcional: Para a realização do exame é necessário a restrição dos seguintes alimentos: bebidas gasosas, bebidas alcoólicas, purgativos ou laxantes, antiácidos, antiespasmódicos, antiflatulentos, enzimas digestivas. 
Alimentos permitidos, desde que não haja restrição médica: leite com pequena quantidade de café, açúcar a vontade, pão, torradas, manteiga, queijo fresco, carne de gado mal passada, ovo quente.
Alimentos permitidos: arroz, feijão e massas, batatas ou purê de batatas e cenouras cozidas, sopa de macarrão com batatas e cenouras cozidas, ou sopa de aveia, maçã ou bananas cruas, verduras cruas, legumes, água a vontade.

CULTURA– FEZES

O isolamento de enteropatógenos é de grande importância epidemiológica e em casos graves, diagnóstica também. O conhecimento do patógeno causador de gastroenterite pode elucidar melhor a fonte de contaminação e direcionar o tratamento da diarreia, bem como a implantação de medidas preventivas para bloquear a cadeia de transmissão de enteropatógenos. É considerado somente o desenvolvimento de bactérias patogênicas na amostra analisada, as quais são: Salmonella spp., Shigella spp., Escherichia coli Enteropatogênica Clássica (EPEC) e E. coli Enteroinvasora (EIEC).

- Instruções de preparo

As fezes devem ser colhidas em um recipiente limpo e seco fornecido pelo laboratório.

TGO

A AST ocorre numa vasta variedade de tecidos, entre os quais se incluem o fígado, músculo cardíaco, sistema musculoesquelético, cérebro, rins, pulmões, pâncreas, eritrócitos e leucócitos, com as mais elevadas atividades detectadas no fígado e no sistema musculoesquelético. A medição de AST encontra-se indicada no diagnóstico, diferenciação e monitorização de doença hepatobiliar, enfarte do miocárdio e lesão musculoesquelética. A medida de AST também pode ser executada como parte de exames de rastreio clínico. Em determinados casos, o AST pode ser útil na monitorização da evolução do enfarte do miocárdio. Em caso de suspeita de enfarte do miocárdio recente, o AST possui uma sensibilidade de diagnóstico de 96%, com uma sensibilidade de 86% a 12 horas após o aparecimento da dor no peito. Os níveis de AST podem ser aumentados na hepatite viral e doença hepática associada a necrose hepática, com o registo frequente de mais 20 a 50 elevações. A avaliação da atividade de AST relativamente ao ALT (Índice De Ritis; AST/ALT) constitui um indicador útil de lesões no fígado. Índices inferiores a 1,0 indicam lesão média do fígado e estão particularmente associados a doenças de natureza inflamatória. Índices superiores a 1,0 indicam doença grave do fígado, envolvendo habitualmente necrose. Podem ser detetados níveis aumentados de AST em situações de cirrose, colestase extrahepática, distrofia muscular progressiva, dermatomiosite, pancreatite aguda, doença hemolítica, gangrena, lesões por esmagamento muscular e embolia pulmonar. Podem ser também observados aumentos moderados dos níveis de AST após a ingestão de álcool ou da administração de drogas, entre as quais se inclui a penicilina, salicilatos ou opiáceos.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

TGP

O ALT é um aminotransferase que consiste num grupo de enzimas que catalisam a transformação reversível de ácidos a-keto em aminoácidos pela transferência de grupos aminos. Visto a atividade específica do ALT no fígado ser aproximadamente 10 vezes a do coração e do sistema musculoesquelético, a atividade elevada de ALT no soro é considerada um indicador da doença parenquimal do fígado. O ALT encontra-se no citosol de hepatócitos e níveis aumentados no soro indicam deterioração na integridade da membrana plasmática do hepatócito. O ALT é caracterizado por uma maior sensibilidade que o AST no diagnóstico da doença hepatobiliar. As atividades superiores a 50 vezes o limite de referência estão associadas essencialmente à hepatite viral aguda, perturbações agudas de perfusão do fígado e necrose aguda do fígado devido à ingestão de toxinas, incluindo paracetamol e tetracloreto de carbono. Níveis acentuadamente elevados de ALT no soro podem ser detectados numa variedade de doenças do foro hepático, incluindo hepatite, mononucleose e cirrose. Níveis elevados de ALT podem ser detectados na hepatite vírica e outras variantes da doença do fígado antes do desenvolvimento de sintomas clínicos evidentes, nomeadamente icterícia. Níveis 15 vezes superiores ao limite de referência máximo são sempre indicativos de necrose hepatocelular aguda de origem vírica, tóxica ou circulatória. Níveis de ALT aumentados também podem ser detectados em cirrose e colestase extra-hepática. Podem ser também observados aumentos moderados dos níveis de ALT após a ingestão de álcool ou da administração de drogas, entre as quais se incluem a penicilina, salicilatos e opiáceos.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

CÁLCIO

A medição do cálcio é usada no diagnóstico e no tratamento da doença da paratiróide, diversas doenças ósseas, doença renal crônica, urolitíase e tetania (contrações musculares intermitentes ou espasmos). O cálcio sérico total é composto por três frações: cálcio livre ou ionizado, 50%; cálcio ligado a proteínas, a maioria do qual ligado à albumina com uma pequena parte ligado a globulinas, 45%; e cálcio ligado a complexos, principalmente a fosfatos, citrato e bicarbonatos, 5%. Os ions de cálcio são importantes na transmissão dos impulsos nervosos, como um cofator em diversas reações enzimáticas, na preservação da contractilidade muscular normal, e no processo de coagulação. Uma redução significativa na concentração do ion cálcio resulta em tetania muscular. Uma concentração de ions de cálcio acima do normal produz uma excitabilidade neuromuscular diminuída e fraqueza muscular juntamente com outros sintomas mais complexos.

- Instruções de preparo

Jejum obrigatório de 4 horas.

CÁLCIO IONICO

É a forma biologicamente ativa do cálcio. É mantido em níveis constantes por um complexo sistema de controle envolvendo o PTH e a 1,25 (OH)2D. No sistema neuromuscular, o cálcio ionizado facilita a condução nervosa, a contração e o relaxamento muscular. A redução da concentração do cálcio ionizado causa aumento da excitabilidade neuromuscular e tetania. O aumento da concentração reduz a excitabilidade neuromuscular.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

CH50

A ativação do complemento EIA (CAE) associa princípios do teste hemolítico (teste de CH50 - mede a atividade necessária do complemento para obter 50% de hemólise de células de carneiro) para ativação do complemento com a utilização de anticorpos identificados específicos para neoantigenios produzidos em resultado da ativação do complemento. Útil para indicar se o sistema do complemento foi ativado por um mecanismo imunológico e /ou patogênico. Níveis inferiores de componentes do complemento ou função do complemento, os clínicos consideram um processo imunológico contínuo que conduz à utilização de componentes e à depressão de níveis do complemento. Um aumento dos níveis dos complementos são normalmente uma expressão não específica da resposta de uma fase aguda.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

CHAGAS IGG

Exame auxiliar no diagnóstico da Doença de Chagas. Pelos altos índices de prevalência e morbidade, ela se tornou um dos maiores problemas de saúde pública em toda América Latina. Como a minoria dos indivíduos com sorologia positiva para T. cruzi desenvolvem evidências clínicas da doença crônica, as informações prestadas pelo laboratório clínico tornam-se decisivas no diagnóstico etiológico.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas e não fazer uso Benzonidazol.

CHAGAS IGM

Exame auxiliar no diagnóstico da Doença de Chagas. Pelos altos índices de prevalência e morbidade, ela se tornou um dos maiores problemas de saúde pública em toda América Latina. Como a minoria dos indivíduos com sorologia positiva para T. cruzi desenvolvem evidências clínicas da doença crônica, as informações prestadas pelo laboratório clínico tornam-se decisivas no diagnóstico etiológico.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas e não fazer uso Benzonidazol.

CLEARENCE DE CREATININA

Define-se clearance (depuração) como o volume mínimo de plasma sanguíneo que contém a quantidade total de determinada substância excretada na urina em 1 minuto. Valores baixos de clearance de creatinina são indicadores de redução da taxa de filtração glomerular. Ocorrem em choque, hipovolemia, drogas nefróticas, nefropatias agudas e crônicas, hipertensão maligna, eclampsia, pielonefrite, nefrosclerose hipertensiva, rins policísticos. Valores aumentados ocorrem em diabetes mellitus incipiente, hipertireoidismo, acromegalia.

- Instruções de preparo

Clearance: coleta na urina: Coletar a partir da segunda urina do dia, colhendo toda  a urina e colocando na geladeira até atingir as 24 hrs.

Coleta no sangue: Jejum aconselhável de 4 horas.

CITOMEGALOVÍRUS  IGG

O teste da IgG específica é útil para distinguir os indivíduos com a doença adquirida daqueles que não a adquiriram. Isto é particularmente importante a fim de adotar uma profilaxia adequada nos indivíduos susceptíveis, ou seja, realiza o diagnóstico da infecção e também a avaliação do paciente em relação a resposta imunológica ao vírus CMV.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

CITOMEGALOVÍRUS IGM

O teste da IgG específica é útil para distinguir os indivíduos com a doença adquirida daqueles que não a adquiriram. Isto é particularmente importante a fim de adotar uma profilaxia adequada nos indivíduos susceptíveis, ou seja, realiza o diagnóstico da infecção e também a avaliação do paciente em relação a resposta imunológica ao vírus CMV.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

COLESTEROL TOTAL

O colesterol é sintetizado de modo permanente em todo o organismo e é um componente essencial das membranas das células e lipoproteínas, além de ser um precursor para a síntese de hormônios esteróides e ácidos biliares. O colesterol é, sobretudo, transportado em duas classes de lipoproteínas (LDL e HDL), as quais desempenham um papel contraditório na patogênese das perturbações lipídicas. É o principal lipídeo associado à doença vascular aterosclerótica.

- Instruções de preparo

Jejum obrigatório de 8 horas.

HDL – COLESTEROL

O HDL (lipoproteína de densidade alta) faz o transporte reverso do colesterol, transportando-o dos tecidos para o fígado, onde será metabolizado. A prevalência das doenças vasculares é maior em pacientes que apresentam níveis baixos de HDL. Níveis reduzidos estão presentes na arteriosclerose, diabetes melito, doença de Tangier, doença renal, hepatopatia, hipercolesterolemia, hiperlipoproteinemia tipo IV, hipertrigliceridemia, hipolipoproteinemia, após infarto do miorcardio, obesidade, fumo, sedentarismo. Valores muito elevados podem indicar alcoolismo, cirrose biliar, hepatite crônica, hiperalfalipoproteinemia familiar.

- Instruções de preparo

Jejum obrigatório de 8 horas.

LDL - COLESTEROL

É a lipoproteína que faz o transporte do colesterol para os tecidos, onde ele exerça uma função fisiológica, como por exemplo, a síntese de esteroides. Sua concentração em relação direta com o aumento do risco de aterosclerose. Valores aumentados: doença arterial coronária, hipercolesterolemia familiar, hiperlipidemia familiar combinada, apoproteina B familiar defeituosa, hipotireoidismom hipopituitarismo, síndrome nefrótica. Valores diminuídos: disbetalipoproteinemia, abetalipoproteinemia, má nutrição, crianças.

- Instruções de preparo

Jejum obrigatório de 8 horas.

VLDL – COLESTEROL

O VLDL (do inglês ?very low density lipoprotein?, lipoproteínas de muito baixa densidade) é uma subclasse de lipoproteína. O VLDL é fabricado no fígado a partir de colesterol e apolipoproteínas. Na corrente sanguínea o colesterol VLDL é convertido em LDL. O VLDL transporta produtos endógenos como triglicerídeos, fosfolipídios, colesterol e ésteres de colesterol. A função do VLDL no organismo é o transporte interno para lipídeos. Valores séricos aumentados de VLDL são indicativos de risco de aterosclerose.

- Instruções de preparo

O paciente deve estar com o peso e dieta estável por três semanas e em jejum de 12 a 14 horas. A abstinência alcoólica é desejável nas 72 horas que antecedem o teste.

COOMBS DIRETO

O teste é utilizado para o diagnóstico de anemia autoimune, pois quando positivo, confirma que o anticorpo foi fixado a hemácea do paciente. Auxilia também no diagnóstico diferencial da anemia hemolítica, causada por alterações da hemoglobina ou destruição de hemaceas, anemia hemolitica do recém-nato e nas anemias induzidas por drogas. O teste possui uma alta sensibilidade, porém, um resultado negativo não exclui a presença de anticorpos ligados à hemácias.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

COOMBS INDIRETO

O teste de permite a identificação de anticorpos anti eritrocitários no soro do paciente, e tem a importância na avaliação de gestantes com sorotipo Rh (-), nas fases pré e pós transfusionais, epecialmente em pacientes nos pacientes que já passaram pelas transfusões, onde pode ter ocorrido sensibilização para Rh e outros sistemas.O teste identifica diferentes anticorpos, de acordo com a fase do teste que apresentou positividade. A ocorrência de aglutinação durante qualquer etapa do teste indica a possibilidade da presença de anticorpos irregulares.

- Instruções de preparo

 Jejum aconselhável de 4 horas.

CORTISOL

O cortisol é o principal hormônio glicocorticóide secretado pelo córtex adrenal. Suas funções fisiológicas incluem a regulação do metabolismo de carboidrato e distribuição de água e eletrólitos. O cortisol também tem atividade imunossupressora e antiinflamatória. Em indivíduos normais, os níveis de cortisol são regulados por meio de uma retro-alimentação negativa na qual o córtex
adrenal responde a níveis aumentados de hormônio adrenocorticotrópico (ACTH) aumentando a secreção de cortisol, e a pituitária responde a níveis elevados de cortisol por meio de regulação para diminuição da produção de ACTH. Os níveis plasmáticos de cortisol são maiores durante a manhã, e as concentrações diminuem para cerca da metade até a noite. A gravidez ou tratamento com estrogênio eleva notadamente os níveis de cortisol. Outros estímulos, tal como estresse, também podem causar um aumento na produção de cortisol. Devido ao padrão diurno da secreção, uma avaliação dos níveis de cortisol no soro em um determinado ponto no tempo possui baixo valor diagnóstico. O cortisol é frequentemente medido em conjunto com testes de função dinâmica. Níveis elevados de cortisol estão associados a tumores adrenais, tumores pituitários ou tumores ectópicos que produzem ACTH. Concentrações subnormais de cortisol podem indicar hipofunção generalizada da adrenal ou um defeito no trajeto metabólico para biossíntese de cortisol.

- Instruções de preparo

Colher entre 7:00 e 8:30 horas da manhã com jejum mínimo de 8 horas.

CREATINA QUINASE – CK

A creatina quinase (CK), catalisa a fosforilação reversível da creatina por ATP. As medidas de CK são sobretudo utilizadas no diagnóstico e tratamento do enfarte do miocárdio, revelando-se também o indicador mais sensível de lesões musculares. A CK aumenta sempre que se verifica necrose ou regeneração muscular sendo, por conseguinte, elevada na maioria das miopatias como é o caso da distrofia muscular de Duchenne e em condições associadas à necrose muscular, nomeadamente, rabdomiolise. A CK total também pode aumentar em doenças do sistema nervoso central, como por exemplo, na Síndrome de Reyes, no qual um aumento de 70 vezes na atividade da CK é indicador da gravidade da encefalopatia.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas. O paciente deve permanecer em repouso no mínimo 30 minutos antes da coleta. Suspender medicamentos (á critério médico) a base de anfotericina b, captopril e propanolol.

CREATININA

A creatinina é um produto metabólico da creatina e fosfocreatina, que se encontram ambos quase exclusivamente nos músculos. Por conseguinte, a produção de creatinina é proporcional à massa muscular e varia pouco de dia para dia. As medições de creatinina são usadas no diagnóstico e tratamento de doenças renais e revelam-se úteis na avaliação da função glomerular dos rins e na monitorização da diálise renal. Todavia, o nível de soro não é sensível a lesões renais prematuras e reponde mais lentamente que a uréia à hemodiálise durante o tratamento da disfunção renal. Tanto a creatinina do soro como a ureia são utilizados para diferenciarem a azotemia (obstrutiva) pré-renal e pósrenal. Um aumento de ureia no soro sem aumento concomitante da creatinina do soro é imprescindível para identificar a azotemia pré-renal. Em condições pós-renais quando existe obstrução do fluxo urinário, ex.: malignidade, nefrolitiase e prostatismo, os níveis de creatinina do plasma e de ureia serão aumentados. A creatinina do soro varia em função da idade, peso corporal e sexo do indivíduo. Por vezes é baixa em indivíduos com massa muscular relativamente reduzida, doentes caquéticos, amputados e em pessoas de idade avançada. Um nível de creatinina do soro que seria habitualmente considerado normal não exclui a presença de um quadro de insuficiência renal.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas. Devem ser suspensos medicamentos (ácritério médico) a base de ácido ascórbico, cefoxitina, cefalotina, frutose, glicose, levodopa, metildopa, nitrofurantoína e piruvato.

DENGUE - ANTICORPOS IGG

O vírus da dengue é transmitido através dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, sendo largamente distribuídos em todas as áreas tropicais e subtropicais do mundo. A dengue é considerada a mais importante doença transmitida por artrópodes devido ao seu alto índice de morbidade e mortalidade. A infecção primária está associada com febre, dores de cabeça, dores musculares e manchas pelo corpo. A resposta imune inclui produção de anticorpos IgM a partir do 5° dia após o início dos sintomas e persiste por 30 a 60 dias. Os anticorpos IgG aparecem em torno do 14° dia e persistem por toda a vida. Infecções secundárias, muitas vezes resultam em febre alta e vários casos com eventos hemorrágicos e circulatórios. Nas infecções secundárias o aumento de IgG ocorre de 1 a 2 dias após o início dos sintomas e a resposta de IgM ocorre 20 dias depois.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

DENGUE - ANTICORPOS IGM

O vírus da dengue é transmitido através dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, sendo largamente distribuídos em todas as áreas tropicais e subtropicais do mundo. A dengue é considerada a mais importante doença transmitida por artrópodes devido ao seu alto índice de morbidade e mortalidade. A infecção primária está associada com febre, dores de cabeça, dores musculares e manchas pelo corpo. A resposta imune inclui produção de anticorpos IgM a partir do 5° dia após o início dos sintomas e persiste por 30 a 60 dias. Os anticorpos IgG aparecem em orno do 14° dia e persistem por toda a vida. Infecções secundárias, muitas vezes resultam em febre alta e vários casos com eventos hemorrágicos e circulatórios. Nas infecções secundárias o aumento de IgG ocorre de 1 a 2 dias após o início dos sintomas e a resposta de IgM ocorre 20 dias depois.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

CREATINA QUINASE - MB – ATIVIDADE

A CK-MB está presente em diversos graus no miocárdio e também, mas em menor quantidade, na musculatura esquelética. A atividade da CK aumenta após danos no miocárdio, com um aumento significativo nas frações CK-MM e CK-MB. Em certa medida, o aumento proporcional na fração CK-MB depende da dimensão dos danos no miocárdio e do histórico de danos no miocárdio. As alterações da proporção de CK-MB para CK-MM podem ser utilizadas no diagnóstico de enfarte do miocárdio (EM), onde a proporção atinge um pico num período de 1,5 horas após o EM. A sensibilidade do diagnóstico e a especificidade da avaliação do total de CK para o diagnóstico de um EM podem ser melhoradas determinando a relação do aumento (?rampa?) de CK em amostras de série obtidas a quando da admissão e 4, 8 e 12 horas após a mesma. Um incremento de 50% por hora durante esse período de tempo permite distinguir um EM agudo da ausência de enfarte com uma eficiência global de 94%.No caso de doentes que necessitam de um diagnóstico precoce do enfarte do miocárdio, recomendase, para confirmação do diagnóstico, um biomarcador de resultado rápido, como por exemplo, CK-MB, mais um biomarcador que proporcione resultados numa fase posterior, como por exemplo, troponina cardíaca.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

CHUMBO SANGUÍNEO

O chumbo é um metal alcalino terroso que se apresenta em estado sólido na forma metálica ou inorgânica. É utilizado na indústria de baterias, tintas, cerâmicas, explosivos, retíficas de radiadores de automóveis. Na forma de chumbo tetraetila, ou chumbo orgânico, é componente da gasolina. As vias de penetração do chumbo no organismo são a respiratória, a cutânea e a digestiva. Sua exposição pode ocorrer através da inalação dos fumos de solda envolvendo estruturas que contêm o metal como liga. O chumbo é nefrotóxico e também exerce efeitos tóxicos sobre os sistemas hematopoiético, SNC, aparelho digestivo e sistemas enzimáticos.

- Instruções de preparo

Coletar a amostra na primeira hora da manhã antes do horário de trabalho.

SÓDIO

O sódio tem importante função para a osmolalidade do plasma e excitabilidade neuromuscular. A concentração de sódio depende de diferentes fatores, como: ingestão e excreção de água e da capacidade renal de excretar o sódio. É importante na avaliação dos distúrbios hidroeletrolíticos. Valores baixos de sódio ocorrem em casos de baixa ingestão de sódio, vômitos, diarreia,aspiração, fístulas, sudorese, extensas lesões cutâneas exsudativas, queimaduras, obstrução intestinal, nefrite perdedora de sal, insuficiência renal aguda, D. de Addison, insuficiência supra-renal aguda, ICC, cirrose hepática, s. nefrótica, depleção de potássio, cetoacidose diabética, alcalose metabólica, estados hipoproteicos. Valores aumentados ocorrem em administração excessiva de salina hipertônica, hiperaldosteronismo primário, s. de Luetscher, desidratação, tumor cerebral, diabetes insípido nefrogênico, diabetes insípido central.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

T3 – TRIIODOTIRONINA

O eixo hipotálamo-hipófise-tireóide regula a síntese, liberação e ação do hormônio tiroidiano. O hormônio liberador de tireotrofina (TRH), segregado pelo hipotálamo, estimula a síntese e liberação de tireotrofina (TSH). Por sua vez, o TSH estimula a síntese, armazenamento, secreção e metabolismo da tiroxina (T4) e da triiodotironina (T3). O sangue contém T3 e T4, seja na forma livre, seja na forma ligada. Mais de 99% de T4 e T3 circulam na corrente sanguínea ligados a proteínas de transporte, enquanto menos de 1% permanece livre; na maioria dos casos, esta quantidade de hormônio não ligado ou livre é indício do estado de funcionalidade tiroidiana. O T4 e o T3 livres regulam o crescimento normal e o desenvolvimento do organismo, mantendo a temperatura corpórea. Além disso, o T4 livre e o T3 livre influenciam todos os aspectos do metabolismo de carboidratos, bem como certas áreas do metabolismo de lipídios e vitaminas. O desenvolvimento fetal e neonatal também necessita de hormônios tiroidianos. Níveis decisivamente elevados de T3 total, T4 total, T4 livre e T3 livre comprovam o diagnóstico clínico de hipertireoidismo, enquanto níveis diminuídos destes hormônios, juntamente com achados clínicos adequados, podem confirmar um diagnóstico de hipotireoidismo.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

T3 - TRIIODOTIRONINA LIVRE

O eixo hipotálamo-hipófise-tireóide regula a síntese, liberação e ação do hormônio tiroidiano. O hormônio liberador de tireotrofina (TRH), segregado pelo hipotálamo, estimula a síntese e liberação de tireotrofina (TSH). Por sua vez, o TSH estimula a síntese, armazenamento, secreção e metabolismo da tiroxina (T4) e da triiodotironina (T3). O sangue contém T3 e T4, seja na forma livre, seja na forma ligada. Mais de 99% de T4 e T3 circulam na corrente sanguínea ligados a proteínas de transporte, enquanto menos de 1% permanece livre; na maioria dos casos, esta quantidade de hormônio não ligado ou livre é indício do estado de funcionalidade tiroidiana. O T4 e o T3 livres regulam o crescimento normal e o desenvolvimento do organismo, mantendo a temperatura corpórea. Além disso, o T4 livre e o T3 livre influenciam todos os aspectos do metabolismo de carboidratos, bem como certas áreas do metabolismo de lipídios e vitaminas. O desenvolvimento fetal e neonatal também necessita de hormônios tiroidianos. Níveis decisivamente elevados de T3 total, T4 total, T4 livre e T3 livre comprovam o diagnóstico clínico de hipertireoidismo, enquanto níveis diminuídos destes hormônios, juntamente com achados clínicos adequados, podem confirmar um diagnóstico de hipotireoidismo.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

T4 – TIROXINA

O eixo hipotálamo-hipófise-tireóide regula a síntese, liberação e ação do hormônio tiroidiano. O hormônio liberador de tireotrofina (TRH), segregado pelo hipotálamo, estimula a síntese e liberação de tireotrofina (TSH). Por sua vez, o TSH estimula a síntese, armazenamento, secreção e metabolismo da tiroxina (T4) e da triiodotironina (T3). Mais de 99% de T4 e T3 circulam na corrente sanguínea ligados a proteínas de transporte, enquanto menos de 1% permanece livre; na maioria dos casos, esta quantidade de hormônio não ligado ou livre é indício do estado de funcionalidade tiroidiana. O T4 e o T3 livres regulam o crescimento normal e o desenvolvimento do organismo, mantendo a temperatura corpórea. Além disso, o T4 livre e o T3 livre influenciam todos os aspectos do metabolismo de carboidratos, bem como certas áreas do metabolismo de lipídios e vitaminas. O desenvolvimento fetal e neonatal também necessita de hormônios tiroidianos. Níveis decisivamente elevados de T3 total, T4 total, T4 livre e T3 livre comprovam o diagnóstico clínico de hipertireoidismo, enquanto níveis diminuídos estes hormônios, juntamente com achados clínicos adequados, podem confirmar um diagnóstico de hipotireoidismo.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

T4 - TIROXINA LIVRE

O eixo hipotálamo-hipófise-tireóide regula a síntese, liberação e ação do hormônio tiroidiano. O hormônio liberador de tireotrofina (TRH), segregado pelo hipotálamo, estimula a síntese e liberação de tireotrofina (TSH). Por sua vez, o TSH estimula a síntese, armazenamento, secreção e metabolismo da tiroxina (T4) e da triiodotironina (T3). Mais de 99% de T4 e T3 circulam na corrente sanguínea ligados a proteínas de transporte, enquanto menos de 1% permanece livre; na maioria dos casos, esta quantidade de hormônio não ligado ou livre é indício do estado de funcionalidade tiroidiana. O T4 e o T3 livres regulam o crescimento normal e o desenvolvimento do organismo, mantendo a temperatura corpórea. Além disso, o T4 livre e o T3 livre influenciam todos os aspectos do metabolismo de carboidratos, bem como certas áreas do metabolismo de lipídios e vitaminas. O desenvolvimento fetal e neonatal também necessita de hormônios tiroidianos. Níveis decisivamente elevados de T3 total, T4 total, T4 livre e T3 livre comprovam o diagnóstico clínico de hipertireoidismo, enquanto níveis diminuídos estes hormônios, juntamente com achados clínicos adequados, podem confirmar um diagnóstico de hipotireoidismo.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

TESTOSTERONA LIVRE

A testosterona é um hormônio sexual masculino, secretado pelas células de Leydig ou células intersticiais dos testículos, regulado e controlado pelo efeito inibitório retrógrado do hormônio da pituitária (LH - hormônio luteinizante) sobre o hipotálamo e a hipófise. As concentrações de testosterona no soro experimentam uma sequência de aumentos e diminuições durante a fase fetal e até seis meses após o nascimento devido às trocas de hormônios maternos. A partir dos seis meses até a puberdade, as concentrações de testosterona mantêm-se aproximadamente a 1 nmol/L (0,3 ng/mL). O aumento da concentração de testosterona nos homens é gradual depois da puberdade até alcançar a concentração de um adulto. Nas mulheres, a testosterona é produzida principalmente pela conversão periférica dos pré-hormônios. A testosterona está muito ligada às proteínas. Nos homens, 98% da testosterona circulante está ligada; o valor nas mulheres é ligeiramente inferior. A maioria dos esteróides está ligada a uma proteína ligante específica, denominada, em algumas ocasiões, como globulina ligante de hormônio sexual (SHBG) ou globulina ligante da testosterona (TeBG), e à albumina sérica. A monitoração da testosterona é utilizada clinicamente para diagnosticar e diferenciar os transtornos endócrinos. Nos homens, estes transtornos incluem: hipogonadismo, falha testicular, esterilidade, hipopituitarismo e hiperprolactinemia. Nas mulheres, transtornos como a síndrome do ovário policístico, hiperplasia suprarrenal, esterilidade, hirsutismo, amenorréia, obesidade e virilização podem causar alterações na concentração de testosterona no soro.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

TESTOSTERONA TOTAL

A testosterona é um hormônio sexual masculino, secretado pelas células de Leydig ou células intersticiais dos testículos, regulado e controlado pelo efeito inibitório retrógrado do hormônio da pituitária (LH - hormônio luteinizante) sobre o hipotálamo e a hipófise. As concentrações de testosterona no soro experimentam uma sequência de aumentos e diminuições durante a fase fetal e até seis meses após o nascimento devido às trocas de hormônios maternos. A partir dos seis meses até a puberdade, as concentrações de testosterona mantêm-se aproximadamente a 1 nmol/L (0,3 ng/mL). O aumento da concentração de testosterona nos homens é gradual depois da puberdade até alcançar a concentração de um adulto. Nas mulheres, a testosterona é produzida principalmente pela conversão periférica dos pré-hormônios. A testosterona está muito ligada às proteínas. Nos homens, 98% da testosterona circulante está ligada; o valor nas mulheres é ligeiramente inferior. A maioria dos esteróides está ligada a uma proteína ligante específica, denominada, em algumas ocasiões, como globulina ligante de hormônio sexual (SHBG) ou globulina ligante da testosterona (TeBG), e à albumina sérica. A monitoração da testosterona é utilizada clinicamente para diagnosticar e diferenciar os transtornos endócrinos. Nos homens, estes transtornos incluem: hipogonadismo, falha testicular, esterilidade, hipopituitarismo e hiperprolactinemia. Nas mulheres, transtornos como a síndrome do ovário policístico, hiperplasia suprarrenal, esterilidade, hirsutismo, amenorréia, obesidade e virilização podem causar alterações na concentração de testosterona no soro.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

DEHIDROEPIANDROSTERONA – DHEA

O DHEA é um esteróide produzido no córtex adrenal, serve como precursor na testosterona e estrógenos sintéticos. Os níveis sorológicos de DHEA são relativamente altos em fetos e neonatos, baixos durante a infância e crescem durante a puberdade até a terceira década da vida. Não ocorre mudança nos níveis sorológicos durante o ciclo menstrual ou gravidez. Sua utilização está indicada na avaliação do hiperandrogenismo, como ocorre no hirsutismo, acne, hiperplasia congênita da supra-renal, carcinoma de supra-renal e puberdade precoce. É também utilizado na avaliação de respostas da supra-renal aos testes dinâmicos de estímulo e supressão. A hiper-resposta do DHEA ao estímulo com ACTH é utilizada para o diagnóstico de defeito de síntese da supra-renal.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

DEHIDROEPIANDROSTERONA SULFATO

Sulfato de desidroepiandorsterona (DHEA-S) é o mais abundante androgênio supra-renal e também funciona como um neuroesteróide que é produzido pelo córtex adrenal. DHEA-S é um excelente indicador de produção de androgênio supra-renal. DHEA-S exibe somente fraca atividade androgênica, mas pode ser metabolizado para androgênios de mais atividade tais como testosterona e androstenediona. Concentrações séricas declinam com a idade e podem servir como um fator de prognóstico nas enfermidades críticas e progressão do câncer de mama. Níveis elevados de DHEA-S são encontrados no plasma de pacientes com tumores adrenais ou hiperplasia adrenal congênita. DHEA-S também pode estar levemente elevado em paciente com ovários policísticos. Tumores em homens que produzem hCG podem levar a níveis aumentados de DHEA-S testicular.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

GRUPO SANGUÍNEO E FATOR RH

No sistema ABO existem quatro tipos de sangues: A, B, AB e O. Esses tipos são caracterizados pela presença ou não de certas substâncias na membrana das hemácias, os aglutinogênios, e pela presença ou ausência de outras substâncias, as aglutininas, no plasma sanguíneo. Existem dois tipos de aglutinogênio, A e B, e dois tipos de aglutinina, anti-A e anti-B. Pessoas do grupo A possuem aglutinogênio A, nas hemácias e aglutinina anti-B no plasma; as do grupo B têm aglutinogênio B nas hemácias e aglutinina anti-A no plasma; pessoas do grupo AB têm aglutinogênios A e B nas hemácias e nenhuma aglutinina no plasma; e pessoas do grupo O não tem aglutinogênios nas hemácias, mas possuem as duas aglutininas, anti-A e anti-B, no plasma. As aglutinações que caracterizam as incompatibilidades sanguíneas do sistema acontecem quando uma pessoa possuidora de determinada aglutinina recebe sangue com o aglutinogênio correspondente. O grupo sanguíneo Rh é assim conhecido pelo fato do antígeno Rh ter sido identificado primeiramente através de pesquisas no sangue de um macaco Rhesus. A condição essencial para que ocorra eritroblastose fetal é que o pai seja Rh+ e a mãe Rh-, logo o feto será Rh+, uma vez que cumpre as leis da hereditariedade, sendo que o fator Rh positivo é um fator dominante sobre o Rh negativo. Uma vez que a mulher Rh- e entra em contato como o sangue do feto e este é Rh+ produzirá anticorpos contra o sangue do bebê, na maioria das vezes na primeira gestação passará
despecebido podem em uma próxima gestação de outro bebê Rh+ poderá provocar desde o aborto até a eritroblatose fetal. O fator Rh é essencial importância em bancos de sangue para as transfussões sanguíneas. Quando se realiza uma transfusão de sangue, tem que verificar se o receptor é Rh-, se for, só poderá receber sangue Rh-, pois se ele receber Rh+ pode causar uma reação em seu sistema imunológico, causando hemólise. Porém se o paciente for Rh+, ele pode receber o sangue Rh-, ou seja, se o sangue for Rh+, poderá receber Rh+ e Rh-.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

TOXOPLASMOSE - ANTICORPOS IGG

A toxoplasmose é adquirida pelo homem através da ingestão de fezes de gatos ou de carnes mal cozidas, infectadas com cistos. A infecção do adulto normal é frequentemente assintomática. Nos casos com manifestação clínica, o sintoma mais comum é a linfadenopatia,a qual pode ser acompanhada de uma série de outros sintomas, dificultando o diagnóstico diferencial. Infecções graves ou mortais ocorrem nos adultos imunocomprometidos por quimioterapia para câncer ou por tratamento imunossupressor e em pacientescom AIDS. A transmissão transplacentária do parasita, que resulta em toxoplasmose congênita, pode ocorrer durante a infecção aguda adquirida pela mãe. O risco de infecção fetal depende da idade gestacional, na qual a infecção aguda é produzida na mãe. Infecções maternas adquiridas antes da concepção representam bem poucos, ou quase nenhum risco para o feto. Utilizado no diagnóstico e acompanhamento de pacientes com toxoplasmose. A presença de anticorpos IgG indica imunidade ou exposição prévia ao Toxoplasma gondii. A presença de anticorpos da classe IgM é útil no diagnóstico da toxoplasmose aguda ou recente.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

TOXOPLASMOSE - ANTICORPOS IGM

A toxoplasmose é adquirida pelo homem através da ingestão de fezes de gatos ou de carnes mal cozidas, infectadas com cistos. A infecção do adulto normal é frequentemente assintomática. Nos casos com manifestação clínica, o sintoma mais comum é a linfadenopatia,a qual pode ser acompanhada de uma série de outros sintomas, dificultando o diagnóstico diferencial. Infecções graves ou mortais ocorrem nos adultos imunocomprometidos por quimioterapia para câncer ou por tratamento imunossupressor e em pacientescom AIDS. A transmissão transplacentária do parasita, que resulta em toxoplasmose congênita, pode ocorrer durante a infecção aguda adquirida pela mãe. O risco de infecção fetal depende da idade gestacional, na qual a infecção aguda é produzida na mãe. Infecções maternas adquiridas antes da concepção representam bem poucos, ou quase nenhum risco para o feto. Utilizado no diagnóstico e acompanhamento de pacientes com toxoplasmose. A presença de anticorpos IgG indica imunidade ou exposição prévia ao Toxoplasma gondii. A presença de anticorpos da classe IgM é útil no diagnóstico da toxoplasmose aguda ou recente.

-  Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

TRIGLICÉRIDES

As medições de triglicerídeos são utilizadas para o diagnóstico e tratamento de doentes com pancreatite aguda e crônica, diabetes mellitus, nefrose, obstrução biliar extra hepática e outras doenças que envolvem o metabolismo dos lipídeos ou outras desordens endócrinas. Clinicamente, os ensaios de triglicerídeos são utilizados para classificar as várias desordens lipoproteicas genéticas e metabólicas, e na avaliação dos fatores de risco para a arteriosclerose e doença da artéria coronária.

- Instruções de preparo

O paciente deve estar com o peso e dieta estável por três semanas e em jejum de 12 a 14 horas. A abstinência alcoólica é desejável nas 72 horas que antecedem o teste.

TSH - HORMÔNIO TIREOESTIMULANTE

O TSH é sintetizado e secretado pela hipófise anterior em resposta a um mecanismo de feedback negativo, que envolve concentrações de T3 livre e T4 livre. Além disso, a produção de TSH é diretamente estimulada pelo hormônio liberador de tireotrofina (TRH). O TSH interage com receptores celulares específicos na superfície das células da tireóide e exerce duas ações principais.
A primeira ação é estimular a hipertrofia e a reprodução celular. A segunda é estimular a glândula tireóide para sintetizar e secretar T3 e T4. Ela é especialmente útil no diagnóstico diferencial entre hipotireoidismo primário (tireóide), secundário (hipófise) e terciário (hipotálamo). No hipotireoidismo primário, os níveis de TSH são significativamente elevados, enquanto no hipotireoidismo secundário e terciário, os níveis de TSH são baixos. Normalmente, a resposta do TSH à estimulação do TRH é ausente nos casos de hipotireoidismo secundário e varia de normal a exagerada no ipotireoidismo terciário. Historicamente, a estimulação do TRH tem sido utilizada para confirmar o hipotireoidismo primário, indicado por níveis elevados de T3 e T4 e níveis baixos ou não detectáveis de TSH. Valores aumentados: hipotireoidismo primário (aumento de 3 a 100 vezes o normal), hipotireoidismo subclínico. Valores diminuídos: hipertireoidismo, gestação (em alguns momentos na gravidez, o HCG compete com o TSH, passando a dirigir a tireóide; não é incomum encontrar, no primeiro e segundo mês da gravidez, TSH suprimido e T4 livre elevado com HCG >100.000 unidades).

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

URÉIA

A ureia é sintetizada no fígado como o produto final do metabolismo das proteínas e dos aminoácidos. Por conseguinte, a síntese depende da ingestão diária de proteínas e do metabolismo endógeno das proteínas. A maior parte da ureia produzida durante estes processos metabólicos é eliminada por filtração glomerular, sendo que 40-60% volta a difundirse no sangue, independentemente do caudal no túbulo proximal. A redisseminação no túbulo distal depende do fluxo urinário e é controlada pelo hormônio antidiurético. Durante a diurese, existe uma redisseminação mínima de ureia para o sangue; uma grande quantidade de ureia é eliminada na urina e a concentração de ureia no plasma é reduzida. Durante a anti-diurese, que pode ocorrer no caso de insuficiência cardíaca oligúrica, exsicose ou sede, a ureia difunde-se novamente nos túbulos a um caudal superior e a ureia plasmática aumenta. Antes e depois da insuficiência renal, o fluxo de urina tubular é reduzido, resultando num aumento da redisseminação de ureia nos túbulos distais e num aumento na secreção de creatinina. A elevação do nível de ureia pré-renal ocorre no caso de descompensação cardíaca, catabolismo proteico aumentado e depleção hídrica. Os níveis de ureia podem ser elevados devido a causas renais, nomeadamente glomerulonefrite aguda, nefrite crônica, rim policístico, necrose tubular e nefrosclerose. A elevação do nível de ureia pós-renal pode ser provocada pela obstrução do trato urinário. A concentração de ureia no plasma é determinada pela perfusão renal, taxa de síntese da ureia e taxa de filtração glomerular (GFR), podendo aumentar em caso de insuficiência renal aguda, insuficiência renal crônica e azotemia pré-renal. Nos doentes de diálise, a concentração de ureia é representativa da degradação proteica sendo igualmente indicadora do estado metabólico. Em caso de insuficiência renal terminal, os sinais urotóxicos, particularmente os que estão relacionados com o sistema gastrointestinal, estão bem correlacionados com a concentração de ureia.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

VDRL

A sífilis, também conhecida por lues ou, através do nome de sua lesão inicial, cancro duro, é uma doença infecciosa e sexualmente transmissível causada por uma bactéria espiroqueta chamada Treponema pallidum. As principais formas de transmissão são o contato sexual e a transmissão vertical para o feto durante a gravidez de uma mulher contaminada. Neste último caso, o feto sofre de sífilis congênita, que tem sinais e sintomas diferentes da sífilis clássica, por afetar o ser humano durante a sua fase de crescimento. A detecção e tratamento da doença em seus estágios iniciais são fundamentais a fim de evitar complicações graves como a sífilis cardiovascular, a neurossífilis e a sífilis congênita. O diagnóstico desta doença sofre a carência de um método para cultivar o micro-organismo em meios de laboratório e a dificuldade para detectá-lo nos estágios da doença onde não se observam lesões epidérmicas. Apesar disso, desde o início da infecção aparecem no soro do indivíduo infectado certas substâncias denominadas ?reaginas? que reagem com antígenos de cardiolipina, lecitina e colesterol. Estas reaginas juntamente com os sinais clínicos são os procedimentos mais rápidos e úteis disponíveis para o diagnóstico da sífilis.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

VITAMINA D - 25 HIDROXI

A Vitamina D é uma vitamina que promove a absorção de cálcio essencial para o desenvolvimento dos ossos e dentes. A Vitamina D tem um papel muito importante na maioria das funções metabólicas e também nas funções musculares, cardíacas e neurológicas. A deficiência da vitamina D pode precipitar e aumentar a osteoporose em adultos e causar raquitismo, uma avitaminose, em crianças. A ação primordial da vitamina D é no trato digestivo, aumentando a absorção intestinal de cálcio e fósforo. Juntamente com o PTH, a vitamina D exerce papel fundamental na egulação das concentrações extracelulares de cálcio, além de fazer um feedback negativo na produção de PTH pela paratireoide. No osso, ela atua de forma permissiva na mineralização da matriz proteica óssea.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas.

VITAMINA B12

A vitamina B12 é absorvida a partir da dieta após ligar-se a uma proteína chamada fator intrínseco que é produzida pelo estômago. As causas de deficiência da B12 podem ser divididas em três classes: deficiência nutricional, síndromes de má absorção e outras causas gastrintestinais. A deficiência de B12 pode causar anemia megaloblástica (AM), dano nos nervos e degeneração do cordão espinhal. A falta de vitamina B12, mesmo leves deficiências, causa danos na bainha de mielina que circunda e protege os nervos, o que pode levar a uma neuropatia periférica. O dano nos nervos causados pela falta de B12 pode tornar-se permanentemente debilitante se a condição básica não for tratada. Indivíduos com deficiência do fator intrínseco, que não receberam tratamento, eventualmente desenvolvem uma AM chamada anemia perniciosa (AP). Um nível sérico de B12 abaixo do intervalo normal pode indicar que níveis teciduais de B12 estão se esgotando. Entretanto, um nível de B12 no intervalo normal não assegura que os níveis de vitamina B12 são adequados, portanto pacientes sintomáticos devem ser posteriormente avaliados com testes para holotranscobalamina, homocisteína e ácido metilmalônico. Há um número de condições que estão associadas com níveis séricos baixos de vitamina B12, incluindo deficiência de ferro, gravidez próxima ao termo, vegetarianismo, gastrectomia parcial / dano ileal parcial, doença celíaca, uso de contraceptivo oral, parasitoses, deficiência pancreática, epilepsia tratada e idade avançada. Desordens associadas com níveis séricos elevados de B12 incluem insuficiência renal, hepatopatias e doenças mieloproliferativas.

- Instruções de preparo

Jejum aconselhável de 4 horas. Não ingerir álcool 24h antes do exame. 

Endereço:Rua Duque de Caxias, 3767. Aparecida do Taboado – MS. - CEP: 79570-000.
Fone: (67) 3565-1172 ou (67) 98112 1405 . | Email: lab_santalucia@hotmail.com